Primeira mulher africana e ambientalista a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, a queniana Wangari Maathai resolveu mudar a realidade do seu país plantando árvores. Pode parecer pouco, mas não é.
Em um país onde a fonte de energia da maioria das famílias é a lenha, cortar árvores se tornou mais que uma rotina. E quando acabavam todas as árvores próximas? Derrubavam-se as mais distantes. E quando nem as mais distantes das árvores estavam mais disponíveis? Migrava-se para as cidades. Feito bola de neve, tínhamos pessoas que exploravam o ambiente ao seu entorno. E, quando ele não mais suportava seu modelo de vida, as pessoas migravam para a periferia das cidades. Pobreza e devastação ambiental andavam de mãos juntas. Foi exatamente isso que Wangari Maathai combateu.
Através da sua iniciativa, ela mobilizou mulheres quenianas para plantar árvores e criar um cinturão verde que viabilizaria a permanência de suas famílias nas terras que habitavam. Mais de 30 milhões de árvores nasceram pelas mãos de milhares de mulheres. Maathai provou que para mudar uma realidade, a vida das pessoas, não é preciso uma idéia mirabolante, tecnologia de ponta ou muito dinheiro. Basta ter muita força de trabalho, perseverança e acreditar que é possível fazer mais com muito pouco.
Wangari Maathai faleceu no último dia 25, mas continua viva através das vidas que ajudou a preservar.
Saiba mais sobre a trajetória da queniana Wangari Maathai:
Morre a queniana Wangari Maathai,
Prêmio Nobel da Paz de 2004
NAIRÓBI – A queniana que ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2004, Wangari Maathai, de 71 anos, morreu no hospital onde fazia tratamento contra o câncer, informou nesta segunda-feira sua organização, o Movimiento Cinturão Verde.
A ambientalista Wangari Maathai foi fundadora do Movimento Cinturão Verde do Quênia. Ela também era ativista dos direitos da mulheres e atuou como membro do Parlamento.
“Com imensa tristeza, a família de Wangari Maathai anuncia seu falecimento, ocorrido em 25 de setembro de 2011, depois de uma grande e valente luta contra o câncer”, disse a organização em sua página na internet.
“A morte de Maathai é uma grande perda para todos os que a conheciam e para quem admirava sua determinação para fazer um mundo mais pacífico, mais saudável e um lugar melhor”, acrescentou o comunicado.
Maathai, que tinha três filhos e uma neta, foi uma das primeiras mulheres de África Ocidental com uma cátedra universitária, com um doutorado em biologia.
A ambientalista fez campanha pelos direitos humanos e capacitação das pessoas mais pobres da África. Em 2004, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para promover o desenvolvimento sustentável, democracia e paz. Foi a primeira mulher africana a levar o prêmio.
Maathai foi presa e ameaçada de morte por lutar pela democracia no Quênia. Nas primeiras eleições livres de seu país, foi eleita para o Parlamento e tornou-se ministra assistente do Meio Ambiente.
Fonte: O Globo
Ouça também o comentário do9 Jornalista André Trigueiro para a CBN:
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