Vivemos na era da informação com milhares, milhões de dados circulando livremente em todas as direções através da TV a cabo, rede mundial de computadores e pelas mídias tradicionais (TV, rádio, impressos). Há muita inutilidade rolando, mas também há muitas informações para lá de úteis e importantes.
Com algumas receitas, por exemplo, é possível aproveitar alimentos integralmente, usando cascas, folhas e talos de frutas e verduras. Com isso economiza-se dinheiro, melhora-se a nutrição, já que nas partes citadas, normalmente descartadas no preparo, está a maior concentração de nutrientes. E de quebra diminui-se muito o volume de lixo.
Da mesma forma, o consumidor pode escolher produtos com menos embalagens ou embalagens menores nos mercados. Escolhendo bem, dá pra reduzir o volume de lixo e, pasmem, a conta no caixa. Isso mesmo, menos embalagens pode significar custo menor e até alimentos mais saudáveis.
Escolher bens duráveis e bens não duráveis produzidos na sua região ou no nosso país, ajuda a reduzir as emissões de poluentes pelo transporte, fomenta a geração de empregos descentralizada com redução das pressões humanas em algumas poucas regiões, que concentram a oferta de trabalho.
Os três exemplos acima se encaixam nas premissas do Consumo Consciente ou Consumo Responsável. O ato de comprar dá ao comprador um grande poder de transformação da sociedade em que ele vive. As escolhas e as recusas fazem uma diferença enorme na cadeia produção – consumo – descarte. E o impacto na nossa qualidade de vida é imediato.
Motivados pela redução do volume de lixo, os ambientalistas estão descobrindo que é muito mais convidativo ao cidadão comum adotar ações ambientalmente corretas quando os benefícios individuais são claros e plenamente divulgados.
Também as empresas começam a evoluir do marketing de ‘embalagens recicláveis’ para ‘refil’ ou ‘embalagem com menos material’. Os produtos permanecem inalterados e a liberdade de escolha deixa o cliente à vontade para absorver a mensagem.
Esse é o melhor caminho a seguir, o da construção coletiva de um novo padrão de consumo. Ora motivado por questões ambientais, ora econômicas e ora para se enquadrar a novas leis, podemos evoluir para um novo paradigma e relação com o planeta em que vivemos.
E essa revolução, por assim dizer, está acontecendo agora em todos os estabelecimentos comerciais do país.
Afinal de contas, as informações, como já citado, correm cada vez mais rápidas e em todas as direções. Cidadãos, políticos, empresários e imprensa agem, pensam e falam cada vez mais a língua do equilíbrio no consumo. E, na verdade, é isso mesmo que precisamos buscar. O Reduzir dos 3 erres não é para consumir menos, mas para evitar os excessos, ou seja, equilibrar consumo, necessidade, descarte, vontade, supérfluos…
Para a maioria das pessoas a compra é a recompensa justa por seu trabalho, mas o direito a uma vida saudável é uma necessidade maior. O que dizer então de manter o poder de compra e promover, assim de imediato, a melhora na qualidade de vida?
Consumir com responsabilidade não é só um direito ou um dever, é um poder sim, que vai se tornar cada vez mais evidente e praticado pela população.
Ciente desse poder e desse direito, o cidadão-consumidor pode (e vai) usar sua capacidade de raciocínio e senso crítico para escolher não só os produtos e serviços mais adequados, mas as ações que ele espontaneamente vai adotar para que o simples ato de comprar, literalmente, mude o mundo.
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