Posts Tagged ‘Recicloteca’

Aprenda a fazer vermicompostagem

Wednesday, September 1st, 2010

No post da última segunda-feira, através de uma reportagem da jornal O Estado de São Paulo, disponibilizamos para os leitores um passo a passo de como montar uma compostagem.

A equipe da TV Alerj veio conferir na sede da Recicloteca como faz a vermicompostagem em pequenos espaços, como apartamento.

A técnica é fácil e pode ser feita por qualquer pessoa.

Confira no link abaixo o vídeo do programa:

Ecologia Alerj – Compostagem

Saiba com fazer compostagem

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Transformando cascas de banana em terra fértil

Monday, August 30th, 2010

24 de agosto de 2010 | 23h 40
Mariana Della Barba – O Estado de S. Paulo

Se você já recicla embalagens plásticas, latas, garrafas de vidro e papéis, agora pode ir um passo além e dar um destino adequado também ao seu lixo orgânico, que compõe 60% de tudo que é descartado numa residência. Montando uma caixa para fazer a chamada compostagem, você reduz a quantidade de lixo e, no final, tem terra fértil para usar em vasos e canteiros de plantas.

“O melhor é que o processo é bem simples e barato. Pode ser feito mesmo em um espaço pequeno, como uma área de serviço ou a sacada de um apartamento”, garante Érica Sepúlveda, consultora ambiental da ONG carioca Ecomarapendi.

1. Reunindo o lixo orgânico

Quase tudo que é jogado no lixo enquanto você prepara o almoço pode ser usado na compostagem. É o caso de cascas e talos de frutas e legumes e de partes do alimento que são descartadas, como bagaços. Folhas, flores e podas de jardinagem, pó de café, saquinhos usados de chá e casca de ovo (desde que limpa e seca) também entram na caixa de compostagem.

2. Compostagem versão apartamento

Já que a reciclagem do material orgânico será feita em um espaço pequeno, o ideal é picar bem todo o material. “Assim vamos acelerar o processo de decomposição desses elementos orgânicos”, explica Érica.

3. Preparando a lixeira

Para acondicionar a terra e o material que vai passar pela compostagem, o ideal é usar uma caixa de plástico com tampa, dessas vendidas para organizar ambientes. Procure uma com cerca de 30 centímetros de altura, 40 de largura e 30 de profundidade. Faça furinhos no fundo da caixa. Eles permitem a troca de oxigênio e evitam o acúmulo de líquido.

4. Camada inicial

O primeiro passo é colocar uma camada de terra seca. Ela pode ser retirada, por exemplo, de um vaso cuja planta já morreu. A consultora ambiental explica que a ideia é que essa terra absorva a umidade que será produzida no processo de decomposição do resíduo orgânico.

5. Cascas, bagaços e afins

Em seguida, coloque todo o material orgânico picado, fazendo uma segunda camada. “Lembre de não por nada cozido nem de origem animal, como queijo ou carne. Alimentos temperados também devem ser evitados”, diz Érica. Esses materiais tornam a decomposição mais lenta e podem causar mau cheiro e atrair moscas.

6. Micro-organismos

O próximo passo é acrescentar esterco. “O húmus é outra alternativa e é até mais prático, pois pode ser comprado em lojas de jardinagem.” Ambos servem como fonte de microrganismos, que catalisam o processo de decomposição. Minhocas (de três a cinco) também podem ser colocadas na terra.

7. Replay

Faça novas camadas do composto, acrescentando mais lixo orgânico e húmus.

8. Cafezinho

Coloque borra de café para evitar mau cheiro, além de espantar formigas e outros insetos.

9. Último ato

Feche a caixa e revire o composto a cada três dias – essa etapa pode ser pulada caso haja minhocas para revolver a terra. “Se o material ficar úmido, coloque mais café ou folhas. Se ficar muito seco, regador nele”, sugere Érica. Em três meses, você terá terra adubada, pronta para dar uma vitaminada em seus vasinhos.

Você pode acessa a matéria no site do Estado de São Paulo

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Dia da Limpeza Urbana

Friday, August 27th, 2010

Foto: Divulgação / PMPA

O dia 27 de agosto é o dia da Limpeza Urbana. Parece algo banal, não? E até muito simples, afinal de contas, todos os dias, o lixo é retirado das casas e prédios, depois um caminhão passa recolhendo, leva para um lugar que a maioria das pessoas não sabe bem ao certo onde é, mas que a prefeitura está cuidando. E é isso que importa, visto que nossas sobras estragariam, causando mau cheiro e atraindo bichos indesejados, mas por um passe de mágica, ou obra da prefeitura, tudo que sobrou desaparece.

Na verdade, só funciona assim no imaginário coletivo. Nossos resíduos vão apodrecer, feder e atrair bichos indesejados em depósitos de lixo, em sua maioria, inadequados, como lixões e aterros controlados e que, em muitos casos, é perto das casas de outras pessoas.

E mais! Em alguns lugares não há coleta de lixo. Os resíduos são descartados em terrenos baldios, áreas de mata ou rios próximos às residências geradoras. Causam impactos negativos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.

A limpeza urbana é fundamental para garantir a saúde pública. Um ambiente sujo é sinônimo de pólo de doenças. Neste sentido, o Brasil ainda tem muito que evoluir já que nem todo o lixo é coletado, nem todos os municípios tem coleta seletiva, e nem todas as cidades ou regiões metropolitanas possuem depósitos adequados, como um aterro sanitário.

Espera-se que com a Política Nacional de Resíduos Sólidos está situação mude. E para isto, não bastará mais recolher o lixo. Todo nosso esquema de descarte de sobras terá que ser repensado e operado de outra forma. O lixo, assim como a sociedade e o meio em que vivemos, pertence a todos nós. Somos nós que, respectivamente, os produzimos, construímos e usamos. Cabe a nós cuidar de cada um deles.

Faça você também a sua parte!
Busque informações sobre o depósito de lixo da sua cidade, a coleta seletiva, as leis municipais, estaduais e federais.
Participe da construção da sociedade em que você gostaria de viver!
Podemos sonhar com uma nova realidade e construí-la conjuntamente!

Saiba mais sobre como lidar com os resíduos que geramos diariamente através dos links:

Os problemas do Lixo e sobre a Coleta Seletiva no site da Recicloteca
O que não colocamos na conta do lixo, mas que deveríamos
A diferença entre lixão, aterro controlado e sanitário
A Política Nacional de Resíduos Sólidos
Aproveitamento integral de alimentos
Destinação de Pilhas e Baterias

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Recicloteca no Mais Você

Thursday, August 26th, 2010

A Lei n° 5.502/09, que versa sobre o uso da sacola plástica no estado do Rio de Janeiro, tem por objetivo reduzir a quantidade de sacolas em circulação. Segundo o Secretaria do Ambiente (SEA– RJ), a Associação de Supermercados prevê para o Rio de Janeiro uma diminuição de 30% neste primeiro ano.

A Equipe do programa Mais Você da Rede Globo foi a dois supermercados na zona sul do Rio de Janeiro conferir se eles estão cumprindo a legislação. Também visitaram a casa da consultora ambiental da Ecomarapendi – Recicloteca, Tais Queiroz, para saber como ela lida com as sacolinhas.

Cabe ressaltar que sacola retornável é qualquer sacola. Pode ser a do próprio supermercado, aquelas antigas de feira, ou uma de pano, não é necessário adquirir novas para esta função. A questão é a forma como você usa!

Vale lembrar que não adianta termos “ecobags” que ficam guardadas em casa. Aproveite para usá-las!

Com relação ao plástico oxibiodegradável, definitivamente, ele não é a melhor opção na hora de substituir as sacolas plásticas. Vale a pena acessar o post sobre a diferença entre oxibiodegradáveis e biodegradáveis aqui no blog.

Aproveite para assistir a reportagem no site do Programa Mais Você.

Qual a importância da reciclagem?

Wednesday, August 25th, 2010

Todos os dias, um volume enorme de embalagem é descartado no lixo como se fosse lixo, mas são embalagens que poderiam ser destinadas para a reciclagem, como plástico, papel, alumínio e vidro.

O processo de reciclagem é composto de várias fases, porém sua realização depende de uma ação fundamental: a separação prévia dos materiais. Misturar os materiais recicláveis com o lixo prejudica o seu reaproveitamento. Se o material reciclável for armazenado de forma separada, possibilita-se um maior aproveitamento.

Esse é só o começo do que chamamos de coleta seletiva. Trata-se da separação e recolhimento, desde a origem, dos materiais potencialmente recicláveis. E nós, consumidores, temos um papel importante nesta separação.

Já “reciclar” significa transformar de modo artesanal ou industrial um produto usado em um novo produto, igual ou diferente do original. Essa transformação deve ser química e/ou física, daí a diferença do reaproveitamento que não altera a matéria de maneira tão profunda. Além disso, a reciclagem tem como benefícios a economia de matéria-prima, de energia e de água.

Quando refletimos e agimos sobre a questão do lixo em casa, na escola, no trabalho, na prefeitura e na rua, percebemos o quanto é possível que cada um de nós faça uma diferença enorme diante deste problemão. Ao assumir nossas responsabilidades sobre esta e todas as questões da sociedade, estamos de fato virando cidadãos e construindo uma nação de verdade.

Saiba mais sobre os 3Rs no site da Recicloteca

Assista outros vídeos da Mariana Kapps através do videolog dela.

Lei de Murici

Friday, August 20th, 2010

Em 2008, a Mariana Kapps, que freqüenta a Ecomarapendi há algum tempo, apareceu com a idéia de fazer uma filmagem sobre os 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. A idéia vinha atrelada a vontade dela de aproximar seus vizinhos através da coleta seletiva. Esta idéia já extrapolou e muito a dimensão da coleta seletiva. Hoje, ela busca “unir os vizinhos de bairro e de planeta”. Difícil? Pode até parecer, mas não é.

No meio das filmagens nos surpreendemos com uma pergunta que nos foi feita: você conhece a Lei de Murici? O que você pensa sobre isso?

Você sabe o que é a Lei de Murici?

Apesar de ser pouco conhecida, esta lei é muito praticada por todos nós. E na correria do dia a dia, nós arrumamos desculpas para não olharmos para o lado e ajudarmos outras pessoas. Estamos sempre tão preocupados com nós mesmos que nos esquecemos do resto do mundo. Atitude oposta ao que a Mariana e seus amigos fizeram.

Veja como a consultora ambiental da Ecomarapendi, Érica Sepúlveda, respondeu esta questão e tudo que foi falado sobre a Coleta Seletiva.

Semana que vem vamos colocar os vídeos sobre Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Assista outros vídeos da Mariana Kapps através do videolog dela.

Sacolas Plásticas – a Lei pega ou não pega?

Wednesday, August 4th, 2010

Fonte: Campanha do MMA "Saco é um saco" - Reusablebags.com

Desde a implantação da Lei n° 5.502/09 sobre sacolas plásticas no estado do Rio de Janeiro, ela vem dando o que falar.

Os supermercados, segundo a lei, são responsáveis por promover a substituição e recolhimento das sacolas, bem como, dar uma destinação correta às mesmas, fazendo com que retornem ao ciclo produtivo através da reciclagem.

Até que os estabelecimentos comerciais de que trata a lei realizem a substituição das sacolas, eles terão que:

- dar um desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens adquiridos por clientes que dispensem o uso da sacola plástica;

- permutar 1kg de feijão ou arroz por 50 sacolas plásticas levada até o estabelecimento pelo consumidor. Caso o estabelecimento não comercialize estes dois itens, deverá realizar a troca por 1kg de outro item que componha a cesta básica;

- apenas os estabelecimentos com mais de 200 m² de área construída são obrigados a realizar a permuta.

Mas os consumidores não estão bem informados sobre a lei e tem uma série de questões sobre o assunto. As mais comuns são “como vou armazenar meu lixo?” “tenho que comprar sacos agora?”, “como vou fazer para carregar minhas compras?”.

A questão pode parecer impossível de resolver e, até mesmo, complicada. Mas não é. Durante muitos anos, nossa sociedade viveu sem os materiais descartáveis. Usávamos as sacolas de palha, juta e tantos outros materiais resistentes. Os sacos fornecidos pelo comércio eram feitos de papel. E muitas pessoas utilizavam os carrinhos de feira. Ao longo das últimas décadas do século XX, estas práticas foram abandonadas e aderiu-se progressivamente aos saquinhos plásticos, sem se dar conta do impacto destes sobre o meio ambiente. Transformar ações e mudar hábitos leva tempo, mas já fizemos isso antes. Somos capazes de fazer isso novamente.

Os carrinhos de feira continuam no mercado. As sacolas retornáveis já chegaram há alguns anos e não pretendem desaparecer. As cadeias de supermercado estão oferecendo caixas de papelão para acomodar as compras na boca do caixa. As soluções estão sendo colocadas por nós e para nós o tempo todo, basta aceitarmos o desafio de mudar nosso comportamento e impactar o menos possível o ambiente em que vivemos.

Mas não podemos deixar de responder a questão de boa parte das pessoas: como armazenar o lixo doméstico?

Bom, para isso vamos nos valer do nosso bom senso e utilizar as sacolas plásticas de forma racional, levando para casa apenas o necessário para reutilizarmos depois nas lixeiras. No resto do tempo, façamos nossas compras com sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão.

Vale conferir o que diz a lei. Acesse através do link.

Em entrevista ao Jornal do Futura, a Recicloteca falou sobre a Lei das sacolas plásticas. Assista daqui a pouco, às 17:00h e a reprise às 23:30h, no Canal Futura.

Na TV por assinatura acesse o canal 32 da Net e no canal 08 da Sky.
Se você tem antena parabólica, sintonize na polarização vertical 20.

Nos municípios de São Gonçalo e Niterói (RJ), além de alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro, sintonize o canal 18, UHF.

Na conta do lixo

Thursday, July 15th, 2010

Eduardo Bernhardt


Eduardo Bernhardt é formado em biologia, é professor, educador ambiental e consultor do projeto Recicloteca da ONG Ecomarapendi. Há oito anos na Recicloteca, Bernhardt pesquisa, organiza e difunde informações sobre lixo, reciclagem e meio ambiente, além de ministrar cursos, palestras e oficinas sobre o tema. Nesta entrevista, ele fala sobre o impacto ambiental dos Resíduos Sólidos bem como sobre a “Filosofia dos 3Rs” – Reduzir, Reaproveitar e Reciclar.

1) Quais são os maiores problemas que as grandes cidades têm hoje pela falta de reciclagem do lixo?

Eduardo - O baixo índice de coleta seletiva e da reciclagem resulta em excesso de lixo nos depósitos, e mesmo nas ruas. É que coleta seletiva e reciclagem são mais estimulantes para que a população evite jogar lixo no rio, na rua ou num terreno baldio do que simplesmente expor que é falta de educação, por exemplo. Quando isso acontece temos entupimento de bueiros e enchentes, focos de animais transmissores de doenças (ratos, baratas, moscas e mosquitos) além de poluição ambiental que atinge o solo, as águas subterrâneas e até o ar (especialmente quando o lixo é queimado e/ou depositado em lixões).
Na verdade considero o prejuízo econômico o mais relevante problema da falta de reciclagem, e olha que sou ambientalista! Mas é o que mais me chama atenção. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), a reciclagem pode economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano. Hoje essa economia varia de R$ 1,3 a 3 bilhões anuais. O cálculo leva em consideração apenas aspectos econômicos e ambientais da geração, descarte e destinação de lixo. No fundo, o baixo índice de coleta seletiva e reciclagem refletem a falta de um gerenciamento integrado de resíduos sólidos que leve em consideração a gestão do lixo e não apenas recolher, transportar e guardar (como é hoje). Levando isso em consideração, a economia seria ainda maior, pois entrariam na conta os benefícios sociais de geração de emprego e renda, além de redução de danos à saúde da população. No gerenciamento investe-se em educação, informação, redução de desperdício, reaproveitamento, reciclagem, compostagem, aterro sanitário, descontaminação / segurança de resíduos perigosos e tudo o que possa racionalizar nossa relação com os resíduos. Numa estimativa bem especulativa, a cifra iria fácil a mais de R$ 10 bilhões por ano, mas quanto vale a qualidade de vida da população brasileira? Acho que vale bem mais que isso. Cuidar do lixo dá dinheiro para o país.

2) Como fazer para reciclar materiais como o chamado e-lixo, pilhas, óleo de cozinha, sacolas plásticas e outros materiais que prejudicam o meio ambiente?

Eduardo – O lixo eletrônico é bem frustrante. Não há lei que obrigue os fabricantes a recebê-los de volta. Algumas empresas recolhem por iniciativa própria os de suas marcas e empresas especializadas na desmontagem e recuperação dos materiais recicláveis os recebem, mas elas são raras e de alcance limitado. Na pergunta seis eu coloquei contatos variados de alguns estados que recebem pilhas, lixo eletrônico e óleo. Por enquanto, esses três dependem da iniciativa do consumidor para ter um destino correto. Se ele não levar pessoalmente a algum lugar especializado, vai tudo pro depósito de lixo. As sacolas plásticas ainda podem entrar na coleta seletiva convencional, mas o ideal é racionalizar o uso delas evitando o excesso que acaba virando desperdício. Aliás, vale a ressalva: as sacolas não são as vilãs do meio ambiente como se diz por aí. Sabendo usar e substituindo por retornáveis é possível reduzir o consumo e reutilizar na lixeira e em outras situações, na medida certa. Mais uma vez, afirmo que vale o equilíbrio.

3) Quais são as principais conseqüências para o meio ambiente ao se jogar estes materiais no lixo comum? Quanto tempo estes materiais levam para se decompor?

Eduardo – Pilhas e

Pilhas Sony AA Ultra Heavy Duty

lixo eletrônico contaminam tudo pela frente, ao lado, acima e abaixo também. A maior preocupação é o metal pesado que eles contem, pois ele não se degrada se acumula na cadeia alimentar e acaba chegando a nós, humanos de um jeito ou de outro. O óleo polui o solo e a água em que ele tiver contato. As sacolas jogadas em locais públicos entopem bueiros e contribuem para as enchentes. Quando elas se decompõem, a tinta do tingimento e das logomarcas contamina o solo e a água. Se queimadas, essas tintas viram dioxinas, substâncias altamente tóxicas que são carreadas pelo vento. Isso tudo está acontecendo agora mesmo por todo o Brasil. É efeito imediato e de longa duração, já que estes materiais demoram muitos anos para se decompor, o que nem é interessante, já que muito da contaminação vem da decomposição deles. O ideal é reciclar o que der e guardar isolado o que não puder ser aproveitado.

4) A curto prazo, quais os efeitos que a falta de reciclagem surtirá no planeta?

Eduardo – De imediato, o aquecimento global já cai na conta do lixo. Mais pela sua parcela orgânica, é claro, cuja decomposição gera o gás metano (CH4) que é 21 vezes mais estufa do que o gás carbônico (CO2). Em seguida vem a contribuição para a escassez de água potável, já que o modelo atual polui demais as águas superficiais e subterrâneas. A falta de espaço próximo às grandes cidades é um risco, pois o alto custo de construir aterros sanitários, que precisarão ser cada vez mais distantes, pode resultar em depósitos inadequados, implantados por cidades em que o licenciamento ambiental correto é substituído por “licenças relâmpago” de idoneidade duvidosa. Tudo em prol da ‘economia’ de recursos públicos. Assim mais contaminação ambiental pode ocorrer. A pressão sobre os recursos naturais, especialmente os não renováveis (metais, vidro, plástico) também pode aumentar muito resultando em escassez e alta no seu preço, além do aumento do impacto ambiental para explorar fontes destas matérias-primas que são de difícil acesso. Veja o caso da exploração submarina de petróleo e a tragédia que se abateu sobre o Golfo do México. A parcela de petróleo usada para fabricar plásticos ainda é pequena, mas tende a continuar aumentando. De qualquer forma, somos dependentes de recursos naturais que são desperdiçados com embalagens descartáveis de necessidade muito duvidosa.

5) O que já foi degradado no meio ambiente pode ser recuperado?

Eduardo -
Quase tudo. A recuperação é bem polêmica, pois não há consenso em algumas ‘recuperações’ que soam mais a engodo. Transformar lixão em aterro controlado é um dos engodos. Melhora, mas é uma melhora bem limitada. Há vários níveis de controle e lixões geralmente estão tão mal localizados que os impactos na vizinhança são difíceis de serem eliminados pra recuperar a qualidade de vida de quem vive nas redondezas. Além do mais é sempre mais caro, difícil e lento recuperar do que prevenir.

6) Quais são as alternativas para se reciclar pilhas, óleo de cozinha, e-lixo, sacolas plásticas e outros materiais?

Eduardo – Para fazer a coleta seletiva recomendo ler a seção de mesmo nome na página da Recicloteca. Separar para a coleta seletiva é facílimo, basta uma segunda lixeira para o material reciclável que deve estar limpo e seco. O critério de separação lixo úmido/seco resolve a maioria das dúvidas quanto ao que é e o que não é reciclável. Assim fica mais fácil e atraente separar o material.

Seguem, os contatos que mencionei na Questão 2.

Para destinação de pilhas:
Programa Papa Pilhas do Banco real

Para destinação de sucata eletrônica:
Em todo o Brasil – Comitê para Democratização da Informática (CDI)
No Rio de Janeiro – Sucata Eletrônica, PC Vidas e Repensar
Em São Paulo – Museu do Computador, Casas André Luiz, Recicomp, Lixo Digital e Oxigênio (Procure pelo projeto Centro de Recondicionamento de Computadores)
No Rio Grande do Sul – Pensamento Digital

Para destinação de óleo vegetal:
No Rio de Janeiro e em Recife: Cooperativa Disque Óleo Vegetal
Para o Estado do Rio de Janeiro: Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais – Prove / INEA
Para Santo André (SP) – Instituto Triângulo

Entrevista concedida à jornalista Ana Rosas Alkmin, por e-mail, para a Revista Novas Ideias! – Polishop.

A Recicloteca vai às escolas!

Monday, June 28th, 2010

Visita da Escola Municipal Alfredo Valadão à Recicloteca

A Recicloteca está em novo endereço e também com uma maneira nova de atender aos grupos que fazem a Vivência Ambiental.

A partir de agora iremos atender as escolas em seu próprio espaço!

A Vivência Ambiental visa complementar o trabalho que já esteja sendo desenvolvido com o grupo, seja inserido no conteúdo das aulas ou no projeto pedagógico da escola ou instituições.

Durante a explanação são trabalhados os temas Lixo, Meio Ambiente, 3R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar), entre outros da área ambiental. A apresentação sobre os 3R’s é frisada pelo mostruário de objetos que traduzem, de forma lúdica, práticas ambientalmente saudáveis que suscitam a adoção do consumo consciente no dia-a-dia. A seqüência das atividades tem a exibição de um vídeo ambiental e oficina de reciclagem artesanal de papel ou manufatura de caderno criativo.

Para agendar a visita da Recicloteca, bem como para saber o custo da mesma, entre em contato conosco através dos telefones: (21) 2551-6215/ 2552-6393

Saiba mais sobre a nova sede aqui no Blog

De casa nova!

Monday, June 21st, 2010


A Recicloteca já está em um novo endereço.

Da casa cor de terra no bairro de laranjeiras, passamos para uma azul e branca no bairro de botafogo.

Numa rua de duas quadras, composta apenas de casas e sobrados, com um ar de interior, a Recicloteca abre suas portas para o atendimento ao público.

A nova sede é composta de sala de atendimento ao público, uma biblioteca e conta com uma pequena exposição.

Estamos abertos de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h.

Segue o nosso novo endereço:
Rua Miranda Valverde n° 118, sala 101.
Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.

Saiba como chegar através do mapa do site da Recicloteca.

Os telefones permanecem os mesmos: 2551-6215 ou 2552-6393.

Esperamos vocês aqui.

Abraços,

Equipe Recicloteca