Posts Tagged ‘Reciclagem’

Aprenda a fazer vermicompostagem

Wednesday, September 1st, 2010

No post da última segunda-feira, através de uma reportagem da jornal O Estado de São Paulo, disponibilizamos para os leitores um passo a passo de como montar uma compostagem.

A equipe da TV Alerj veio conferir na sede da Recicloteca como faz a vermicompostagem em pequenos espaços, como apartamento.

A técnica é fácil e pode ser feita por qualquer pessoa.

Confira no link abaixo o vídeo do programa:

Ecologia Alerj – Compostagem

Saiba com fazer compostagem

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Transformando cascas de banana em terra fértil

Monday, August 30th, 2010

24 de agosto de 2010 | 23h 40
Mariana Della Barba – O Estado de S. Paulo

Se você já recicla embalagens plásticas, latas, garrafas de vidro e papéis, agora pode ir um passo além e dar um destino adequado também ao seu lixo orgânico, que compõe 60% de tudo que é descartado numa residência. Montando uma caixa para fazer a chamada compostagem, você reduz a quantidade de lixo e, no final, tem terra fértil para usar em vasos e canteiros de plantas.

“O melhor é que o processo é bem simples e barato. Pode ser feito mesmo em um espaço pequeno, como uma área de serviço ou a sacada de um apartamento”, garante Érica Sepúlveda, consultora ambiental da ONG carioca Ecomarapendi.

1. Reunindo o lixo orgânico

Quase tudo que é jogado no lixo enquanto você prepara o almoço pode ser usado na compostagem. É o caso de cascas e talos de frutas e legumes e de partes do alimento que são descartadas, como bagaços. Folhas, flores e podas de jardinagem, pó de café, saquinhos usados de chá e casca de ovo (desde que limpa e seca) também entram na caixa de compostagem.

2. Compostagem versão apartamento

Já que a reciclagem do material orgânico será feita em um espaço pequeno, o ideal é picar bem todo o material. “Assim vamos acelerar o processo de decomposição desses elementos orgânicos”, explica Érica.

3. Preparando a lixeira

Para acondicionar a terra e o material que vai passar pela compostagem, o ideal é usar uma caixa de plástico com tampa, dessas vendidas para organizar ambientes. Procure uma com cerca de 30 centímetros de altura, 40 de largura e 30 de profundidade. Faça furinhos no fundo da caixa. Eles permitem a troca de oxigênio e evitam o acúmulo de líquido.

4. Camada inicial

O primeiro passo é colocar uma camada de terra seca. Ela pode ser retirada, por exemplo, de um vaso cuja planta já morreu. A consultora ambiental explica que a ideia é que essa terra absorva a umidade que será produzida no processo de decomposição do resíduo orgânico.

5. Cascas, bagaços e afins

Em seguida, coloque todo o material orgânico picado, fazendo uma segunda camada. “Lembre de não por nada cozido nem de origem animal, como queijo ou carne. Alimentos temperados também devem ser evitados”, diz Érica. Esses materiais tornam a decomposição mais lenta e podem causar mau cheiro e atrair moscas.

6. Micro-organismos

O próximo passo é acrescentar esterco. “O húmus é outra alternativa e é até mais prático, pois pode ser comprado em lojas de jardinagem.” Ambos servem como fonte de microrganismos, que catalisam o processo de decomposição. Minhocas (de três a cinco) também podem ser colocadas na terra.

7. Replay

Faça novas camadas do composto, acrescentando mais lixo orgânico e húmus.

8. Cafezinho

Coloque borra de café para evitar mau cheiro, além de espantar formigas e outros insetos.

9. Último ato

Feche a caixa e revire o composto a cada três dias – essa etapa pode ser pulada caso haja minhocas para revolver a terra. “Se o material ficar úmido, coloque mais café ou folhas. Se ficar muito seco, regador nele”, sugere Érica. Em três meses, você terá terra adubada, pronta para dar uma vitaminada em seus vasinhos.

Você pode acessa a matéria no site do Estado de São Paulo

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Qual a importância da reciclagem?

Wednesday, August 25th, 2010

Todos os dias, um volume enorme de embalagem é descartado no lixo como se fosse lixo, mas são embalagens que poderiam ser destinadas para a reciclagem, como plástico, papel, alumínio e vidro.

O processo de reciclagem é composto de várias fases, porém sua realização depende de uma ação fundamental: a separação prévia dos materiais. Misturar os materiais recicláveis com o lixo prejudica o seu reaproveitamento. Se o material reciclável for armazenado de forma separada, possibilita-se um maior aproveitamento.

Esse é só o começo do que chamamos de coleta seletiva. Trata-se da separação e recolhimento, desde a origem, dos materiais potencialmente recicláveis. E nós, consumidores, temos um papel importante nesta separação.

Já “reciclar” significa transformar de modo artesanal ou industrial um produto usado em um novo produto, igual ou diferente do original. Essa transformação deve ser química e/ou física, daí a diferença do reaproveitamento que não altera a matéria de maneira tão profunda. Além disso, a reciclagem tem como benefícios a economia de matéria-prima, de energia e de água.

Quando refletimos e agimos sobre a questão do lixo em casa, na escola, no trabalho, na prefeitura e na rua, percebemos o quanto é possível que cada um de nós faça uma diferença enorme diante deste problemão. Ao assumir nossas responsabilidades sobre esta e todas as questões da sociedade, estamos de fato virando cidadãos e construindo uma nação de verdade.

Saiba mais sobre os 3Rs no site da Recicloteca

Assista outros vídeos da Mariana Kapps através do videolog dela.

Reciclagem de Plástico

Thursday, August 19th, 2010

Separe você também

Tuesday, August 17th, 2010

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, consumidores e cidadãos passam a ter responsabilidades sobre o lixo que produzem. Já não é mais suficiente o resíduo ser colocado do lado de fora das casas ou dentro dos condomínios para que a empresa de limpeza pública recolha. Mais que isso, essa nova lei traz novas compromissos. Entre elas está o nosso papel em separar os materiais para a coleta seletiva.

O que não é nada difícil, afinal, nós estamos sempre separando e selecionado coisas, como bem mostra o vídeo abaixo. Por que não fazer isso com relação aos materiais recicláveis?

Mas vale a pena colocar aqui algumas informações sobre como a coleta seletiva acontece no Brasil.

Ela é, via de regra, feita com apenas duas lixeiras: uma para o lixo e outra para todos os materiais recicláveis juntos. O que parece ser inapropriado é, na verdade, uma adequação à realidade logística, econômica e de caráter social da coleta seletiva urbana no Brasil.

Normalmente, as cooperativas de catadores não possuem caminhões, e quando possuem, eles não têm como passar no mesmo bairro várias vezes para coletar o material separado por tipo, como plástico, papel, vidro e alumínio. Isto, além de demandar tempo, traria um ônus financeiro que a maioria das cooperativas não tem como arcar. Assim, são eles que fazem a seleção dos materiais recicláveis em uma central de triagem, separando-os por tipo e excluindo o que não é reciclável, eventualmente destinado à coleta seletiva por descuido.

Por outro lado, para separar o lixo por tipo, seria necessária toda uma infra-estrutura nos condomínios e casas, gerando a necessidade de ter ao menos quatro lixeiras extras (papel, plástico, vidro e metal). O que seria bem mais caro e também complexo em casas pequenas. O conjunto de quatro lixeiras coloridas é mais indicado para locais públicos de grande circulação de pessoas e com grande potencial de geração de resíduos dos tipos indicados para as lixeiras.

Mas se, depois de separá-los nos coletores coloridos, você descobrir que eles foram misturados, não pense que seu trabalho foi em vão. Eles serão separados nas cooperativas em uma dimensão muito mais complexa do que nós teríamos capacidade de fazer. Só de plásticos, estes profissionais separam sete tipos diferentes. O que faz deles muito mais do que essenciais neste processo.

E nós podemos facilitar o trabalho de triagem separando o lixo do material reciclável.

Separe você também o seu reciclável!

Saiba mais sobre a Coleta Seletiva no site da Recicloteca e onde encontrar uma cooperativa perto da sua casa na seção “Quem recebe Recicláveis”.

Na seção “Início de conversa”, você pode descobrir o tamanho do problema que o lixo pode gerar.

CURSO – A RECICLAGEM DE PLÁSTICOS

Monday, July 26th, 2010

CURSO BÁSICO

Público Alvo

Ambientalistas, educadores, pessoas que atuam no 3º setor,estudantes e demais interessados em obter informações básicas sobre reciclagem de plásticos.
Conteúdo

- Meio Ambiente:

  • lixo doméstico (composição);
  • potencial socioeconômico;
  • coleta seletiva;
  • legislação para a coleta de embalagens;
  • novos incentivos para a reciclagem.

- Resina Plástica:

  • definições;
  • identificação rápida;
  • índice de fluidez;
  • aplicações de PE PP e PET;
  • plásticos “verdes”;
  • plásticos biodegradáveis e oxibiodegradáveis.

- Processos de Reciclagem:

  • viabilidade econômica;
  • reciclagem mecânica;
  • equipamentos;
  • fluxograma.

Palestrante: Eng. Adilson Santiago Pires

Data: 28 de agosto de 2010, das 8:30 às 12:30

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CURSO AVANÇADO

Público Alvo

Profissionais liberais, estudantes de nível superior, recicladores de plástico, proprietários de depósitos de sucatas, e participantes de cooperativas de catadores, interessados em agregar valor a produção.

Conteúdo

- Noções dos processos de transformação dos plásticos:

  • injeção, extrusão e sopro;

- Processos de Reciclagem:

  • viabilidade econômica;
  • reciclagem mecânica;
  • equipamentos;
  • processo de reciclagem de PE, PP e PET;
  • preços de recicláveis;
  • separação de misturas de plásticos por densidade;
  • PET reciclado;
  • aplicações;
  • fornecedores de sucata plástica;
  • noções de eletricidade;
  • decantador para separação de lama.

- Projeto de uma Recicladora:

  • estudo de viabilidade técnico-econômica;
  • custos fixos e variáveis;
  • capital de giro;
  • retorno do investimento;
  • ponto de equilíbrio;
  • rentabilidade.

Palestrante: Eng. Adilson Santiago Pires

Data: 28 de agosto de 2010, das 13:30 às 17:30
Inscrições: faça aqui o  download da ficha de inscrição e envie preenchida para o e-mail eco@recicloteca.org.br

Investimento:

Curso Básico – R$ 200,00
Curso Avançado – R$ 250,00
Para os 2 cursos – R$ 430,00

Incluso apostila e coffe break

Atenção: É o único evento que aborda a reciclagem de polietileno, polipropileno e PET num só seminário.

Local:
Recicloteca
Rua Miranda Valverde, 118/101
Botafogo – Rio de Janeiro
Tel: 2551-6215 / 2552-6393

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* Palestrante: Eng. Adilson Santiago Pires

  • Engenheiro Químico pela UFRJ
  • Concluiu os Cursos de Identificação de Materiais Plásticos, Injeção de Plásticos e de Extrusão de Filmes Plásticos Tubulares – FIESP
  • Atuou 26 anos em Ind. Químicas nas áreas: Industrial / Qualidade, Meio Ambiente,Treinamento e Desenvolvimento;
  • Administrou recicladoras de polietileno e de poliestireno+ABS;
  • Gerenciou o projeto de coleta seletiva do Centro de Reabilitação Piracicaba-SP;
  • Trabalhou como consultor em projeto para  reciclagem de frascos plásticos de óleo lubrificante, financiado pela FAPESP, com participação de pesquisadores da UFSCar e da UNESP;
  • Está desenvolvendo atualmente um processo para a desmetalização e reciclagem de CD (policarbonato);
  • Ministra cursos e palestras relacionados à reciclagem de plásticos em diversas instituições e para grupos particulares;
  • Participa de seminários de reciclagem de plásticos e coleta seletiva;
  • Atua na área de reciclagem de plásticos desde 1994.

Na conta do lixo

Thursday, July 15th, 2010

Eduardo Bernhardt


Eduardo Bernhardt é formado em biologia, é professor, educador ambiental e consultor do projeto Recicloteca da ONG Ecomarapendi. Há oito anos na Recicloteca, Bernhardt pesquisa, organiza e difunde informações sobre lixo, reciclagem e meio ambiente, além de ministrar cursos, palestras e oficinas sobre o tema. Nesta entrevista, ele fala sobre o impacto ambiental dos Resíduos Sólidos bem como sobre a “Filosofia dos 3Rs” – Reduzir, Reaproveitar e Reciclar.

1) Quais são os maiores problemas que as grandes cidades têm hoje pela falta de reciclagem do lixo?

Eduardo - O baixo índice de coleta seletiva e da reciclagem resulta em excesso de lixo nos depósitos, e mesmo nas ruas. É que coleta seletiva e reciclagem são mais estimulantes para que a população evite jogar lixo no rio, na rua ou num terreno baldio do que simplesmente expor que é falta de educação, por exemplo. Quando isso acontece temos entupimento de bueiros e enchentes, focos de animais transmissores de doenças (ratos, baratas, moscas e mosquitos) além de poluição ambiental que atinge o solo, as águas subterrâneas e até o ar (especialmente quando o lixo é queimado e/ou depositado em lixões).
Na verdade considero o prejuízo econômico o mais relevante problema da falta de reciclagem, e olha que sou ambientalista! Mas é o que mais me chama atenção. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), a reciclagem pode economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano. Hoje essa economia varia de R$ 1,3 a 3 bilhões anuais. O cálculo leva em consideração apenas aspectos econômicos e ambientais da geração, descarte e destinação de lixo. No fundo, o baixo índice de coleta seletiva e reciclagem refletem a falta de um gerenciamento integrado de resíduos sólidos que leve em consideração a gestão do lixo e não apenas recolher, transportar e guardar (como é hoje). Levando isso em consideração, a economia seria ainda maior, pois entrariam na conta os benefícios sociais de geração de emprego e renda, além de redução de danos à saúde da população. No gerenciamento investe-se em educação, informação, redução de desperdício, reaproveitamento, reciclagem, compostagem, aterro sanitário, descontaminação / segurança de resíduos perigosos e tudo o que possa racionalizar nossa relação com os resíduos. Numa estimativa bem especulativa, a cifra iria fácil a mais de R$ 10 bilhões por ano, mas quanto vale a qualidade de vida da população brasileira? Acho que vale bem mais que isso. Cuidar do lixo dá dinheiro para o país.

2) Como fazer para reciclar materiais como o chamado e-lixo, pilhas, óleo de cozinha, sacolas plásticas e outros materiais que prejudicam o meio ambiente?

Eduardo – O lixo eletrônico é bem frustrante. Não há lei que obrigue os fabricantes a recebê-los de volta. Algumas empresas recolhem por iniciativa própria os de suas marcas e empresas especializadas na desmontagem e recuperação dos materiais recicláveis os recebem, mas elas são raras e de alcance limitado. Na pergunta seis eu coloquei contatos variados de alguns estados que recebem pilhas, lixo eletrônico e óleo. Por enquanto, esses três dependem da iniciativa do consumidor para ter um destino correto. Se ele não levar pessoalmente a algum lugar especializado, vai tudo pro depósito de lixo. As sacolas plásticas ainda podem entrar na coleta seletiva convencional, mas o ideal é racionalizar o uso delas evitando o excesso que acaba virando desperdício. Aliás, vale a ressalva: as sacolas não são as vilãs do meio ambiente como se diz por aí. Sabendo usar e substituindo por retornáveis é possível reduzir o consumo e reutilizar na lixeira e em outras situações, na medida certa. Mais uma vez, afirmo que vale o equilíbrio.

3) Quais são as principais conseqüências para o meio ambiente ao se jogar estes materiais no lixo comum? Quanto tempo estes materiais levam para se decompor?

Eduardo – Pilhas e

Pilhas Sony AA Ultra Heavy Duty

lixo eletrônico contaminam tudo pela frente, ao lado, acima e abaixo também. A maior preocupação é o metal pesado que eles contem, pois ele não se degrada se acumula na cadeia alimentar e acaba chegando a nós, humanos de um jeito ou de outro. O óleo polui o solo e a água em que ele tiver contato. As sacolas jogadas em locais públicos entopem bueiros e contribuem para as enchentes. Quando elas se decompõem, a tinta do tingimento e das logomarcas contamina o solo e a água. Se queimadas, essas tintas viram dioxinas, substâncias altamente tóxicas que são carreadas pelo vento. Isso tudo está acontecendo agora mesmo por todo o Brasil. É efeito imediato e de longa duração, já que estes materiais demoram muitos anos para se decompor, o que nem é interessante, já que muito da contaminação vem da decomposição deles. O ideal é reciclar o que der e guardar isolado o que não puder ser aproveitado.

4) A curto prazo, quais os efeitos que a falta de reciclagem surtirá no planeta?

Eduardo – De imediato, o aquecimento global já cai na conta do lixo. Mais pela sua parcela orgânica, é claro, cuja decomposição gera o gás metano (CH4) que é 21 vezes mais estufa do que o gás carbônico (CO2). Em seguida vem a contribuição para a escassez de água potável, já que o modelo atual polui demais as águas superficiais e subterrâneas. A falta de espaço próximo às grandes cidades é um risco, pois o alto custo de construir aterros sanitários, que precisarão ser cada vez mais distantes, pode resultar em depósitos inadequados, implantados por cidades em que o licenciamento ambiental correto é substituído por “licenças relâmpago” de idoneidade duvidosa. Tudo em prol da ‘economia’ de recursos públicos. Assim mais contaminação ambiental pode ocorrer. A pressão sobre os recursos naturais, especialmente os não renováveis (metais, vidro, plástico) também pode aumentar muito resultando em escassez e alta no seu preço, além do aumento do impacto ambiental para explorar fontes destas matérias-primas que são de difícil acesso. Veja o caso da exploração submarina de petróleo e a tragédia que se abateu sobre o Golfo do México. A parcela de petróleo usada para fabricar plásticos ainda é pequena, mas tende a continuar aumentando. De qualquer forma, somos dependentes de recursos naturais que são desperdiçados com embalagens descartáveis de necessidade muito duvidosa.

5) O que já foi degradado no meio ambiente pode ser recuperado?

Eduardo -
Quase tudo. A recuperação é bem polêmica, pois não há consenso em algumas ‘recuperações’ que soam mais a engodo. Transformar lixão em aterro controlado é um dos engodos. Melhora, mas é uma melhora bem limitada. Há vários níveis de controle e lixões geralmente estão tão mal localizados que os impactos na vizinhança são difíceis de serem eliminados pra recuperar a qualidade de vida de quem vive nas redondezas. Além do mais é sempre mais caro, difícil e lento recuperar do que prevenir.

6) Quais são as alternativas para se reciclar pilhas, óleo de cozinha, e-lixo, sacolas plásticas e outros materiais?

Eduardo – Para fazer a coleta seletiva recomendo ler a seção de mesmo nome na página da Recicloteca. Separar para a coleta seletiva é facílimo, basta uma segunda lixeira para o material reciclável que deve estar limpo e seco. O critério de separação lixo úmido/seco resolve a maioria das dúvidas quanto ao que é e o que não é reciclável. Assim fica mais fácil e atraente separar o material.

Seguem, os contatos que mencionei na Questão 2.

Para destinação de pilhas:
Programa Papa Pilhas do Banco real

Para destinação de sucata eletrônica:
Em todo o Brasil – Comitê para Democratização da Informática (CDI)
No Rio de Janeiro – Sucata Eletrônica, PC Vidas e Repensar
Em São Paulo – Museu do Computador, Casas André Luiz, Recicomp, Lixo Digital e Oxigênio (Procure pelo projeto Centro de Recondicionamento de Computadores)
No Rio Grande do Sul – Pensamento Digital

Para destinação de óleo vegetal:
No Rio de Janeiro e em Recife: Cooperativa Disque Óleo Vegetal
Para o Estado do Rio de Janeiro: Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais – Prove / INEA
Para Santo André (SP) – Instituto Triângulo

Entrevista concedida à jornalista Ana Rosas Alkmin, por e-mail, para a Revista Novas Ideias! – Polishop.

Palestra na Recicloteca com Carlos Minc

Monday, June 7th, 2010

AQUECIMENTO GLOBAL, RECICLAGEM E CIDADANIA

Palestrante: Carlos Minc
Deputado Estadual (PT-RJ)
Ex-Ministro do Meio Ambiente.

Conteúdo:

Os cientistas do IPCC já comprovaram que o Aquecimento Global é causado pela ação do homem. O excesso de gases estufa presentes hoje na atmosfera tem sua origem em nossas atividades, como a decomposição do lixo orgânico, a produção industrial e agropecuária, o modelo de transporte adotado, entre outras.

Dentro da diretriz dos 3Rs, a reciclagem dos materiais associada à regulamentação da logística reversa dos mesmos, vem auxiliar nossa civilização a diminuir o impacto ambiental.

Nesta palestra será tratada a relação entre a nossa responsabilidade, enquanto cidadãos, sobre o Aquecimento Global e o processo de Reciclagem.

Data: 09 de junho (quarta-feira).
Horário: de 18:00 às 20:00.
Entrada: Franca
Local: Rua Paissandu, 362 – Laranjeiras – Rio de Janeiro

Vagas Limitadas (30 participantes)

Faça a sua inscrição:
Tel: 2551-6215 / 2552-6393
E-mail: intercambio@recicloteca.org.br

Para onde levo minhas pilhas?

Tuesday, May 25th, 2010

Na seqüência dos posts “Para onde levo meus Recicláveis?”, vamos tratar da destinação de Pilhas.

Não há quem não as use. Faz parte do cotidiano de todos. Estão nos relógios, controles remotos, máquinas fotográficas, lanternas, rádios, brinquedos, entre tantos outros aparelhos. Muitas vezes não nos damos conta da quantidade de pilhas que utilizamos e descartamos ao longo de nossas vidas.

Já pararam para pensar para onde as pilhas vão? Os impactos que podem causar no ambiente ao serem descartadas indevidamente? Para onde, de fato, elas deveriam ir ao fim do seu ciclo de vida?

Pilha Sony AA Ultra Heavy Duty

De forma geral, no NOSSO país (não em outros países como podemos ver na imagem acima), elas são descartadas junto com o lixo comum em lixões, aterros controlados e aterros sanitários, sem passar por nenhum tipo de tratamento prévio. E só quando são separadas previamente e destinadas a um aterro sanitário é que receberão o tratamento como resíduo industrial.

É com o intuito de regulamentar a comercialização, controlar os danos causados à saúde e gerenciar sua destinação final, não apenas de pilhas como também de baterias, que o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) promulgou a Resolução 401/08. Precedida pelas Resoluções 257/99 e 263/99, a 401/08 vem estabelecer os “limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio [metais pesados] para pilhas e baterias comercializadas no território nacional e os critérios e padrões para o seu gerenciamento ambientalmente adequado (…)”.

A Resolução considerou, dentre outras, as seguintes necessidades:

“- minimizar os impactos negativos causados ao meio ambiente pelo descarte inadequado de pilhas e baterias;
- disciplinar o gerenciamento ambiental de pilhas e baterias, em especial as que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, no que tange à coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final;
- reduzir, tanto quanto possível, a geração de resíduos, como parte de um sistema integrado de Produção Mais Limpa, estimulando o desenvolvimento de técnicas e processos limpos na produção de pilhas e baterias produzidas no Brasil ou importadas (…).”

Apesar de ter entrado em vigor em 2008, somente agora, no ano de 2010, é que se torna obrigatório o recebimento das pilhas e baterias contempladas nesta resolução pelos estabelecimentos comerciais e assistência técnica autorizada. Infelizmente, nem todas as pilhas que utilizamos no nosso dia-a-dia são consideradas por esta regulamentação, nem por isso elas deixam de fazer mal ao meio ambiente e a nossa saúde.

O que existe hoje para as pilhas domésticas é uma iniciativa isolada de uma instituição financeira, que as recebe em todo o Brasil e destina a uma indústria recicladora de materiais químicos.

Isso não significa que não temos responsabilidades neste processo. Muito pelo contrário, somos consumidores de pilhas, sejam elas recarregáveis ou não. Temos o poder de decisão sobre comprar ou não produtos movidos a elas, responsáveis sobre o tipo de descarte e suas conseqüências no ambiente. Cabe a nós cuidar melhor dele.

Leia mais na Resolução Conama 401/08

Tire suas dúvidas com a equipe da Recicloteca

Conheça a iniciativa do Papa Pilhas do Banco Real / Santander

Saiba mais sobre as indústrias que reciclam as pilhas e baterias no país:
Suzaquim
Umicore Brasil

A arte das Arteiras pede papel!

Wednesday, May 12th, 2010

Imagem retirada do site das Arteiras

Em 2003, no Rio de Janeiro, sete mulheres da Favela da Casa Branca montaram as Arteiras, projeto voltado para fabricação de produtos com papel reciclado artesanal.

Com o tempo, o projeto cresceu, ganhou site e visibilidade.

Hoje, elas já são 19 mulheres trabalhando juntas em regime de economia solidária. Recebem encomenda para empresas e congressos e vendem seu material em alguns pontos da cidade do Rio de Janeiro.

Mas para Reciclar papel, elas precisam receber doações. Você pode contribuir!

Elas recebem a partir de uma caixa com aproximadamente 5.000 folhas A4, utilizadas apenas de um dos lados. Junte papel na sua empresa e na sua casa.

Entre em contato com elas e saiba como ajudar mais!

Divulgue esta informação para os seus amigos!

Visite o site das Arteiras!