Posts Tagged ‘Embalagem’

A Lei do Saco Plástico

Friday, August 6th, 2010

Na última quarta-feira, a Recicloteca esteve no Jornal do Futura (Canal Futura) para uma entrevista sobre a lei das sacolas plásticas.

Para quem não pode assistir pela televisão, estamos disponibilizando o vídeo aqui.

Assista! Faça valer essa lei! Deixe seu comentário aqui no Blog!

Vale conferir o que diz a lei. Acesse através do link.

Sacolas Plásticas – a Lei pega ou não pega?

Wednesday, August 4th, 2010

Fonte: Campanha do MMA "Saco é um saco" - Reusablebags.com

Desde a implantação da Lei n° 5.502/09 sobre sacolas plásticas no estado do Rio de Janeiro, ela vem dando o que falar.

Os supermercados, segundo a lei, são responsáveis por promover a substituição e recolhimento das sacolas, bem como, dar uma destinação correta às mesmas, fazendo com que retornem ao ciclo produtivo através da reciclagem.

Até que os estabelecimentos comerciais de que trata a lei realizem a substituição das sacolas, eles terão que:

- dar um desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens adquiridos por clientes que dispensem o uso da sacola plástica;

- permutar 1kg de feijão ou arroz por 50 sacolas plásticas levada até o estabelecimento pelo consumidor. Caso o estabelecimento não comercialize estes dois itens, deverá realizar a troca por 1kg de outro item que componha a cesta básica;

- apenas os estabelecimentos com mais de 200 m² de área construída são obrigados a realizar a permuta.

Mas os consumidores não estão bem informados sobre a lei e tem uma série de questões sobre o assunto. As mais comuns são “como vou armazenar meu lixo?” “tenho que comprar sacos agora?”, “como vou fazer para carregar minhas compras?”.

A questão pode parecer impossível de resolver e, até mesmo, complicada. Mas não é. Durante muitos anos, nossa sociedade viveu sem os materiais descartáveis. Usávamos as sacolas de palha, juta e tantos outros materiais resistentes. Os sacos fornecidos pelo comércio eram feitos de papel. E muitas pessoas utilizavam os carrinhos de feira. Ao longo das últimas décadas do século XX, estas práticas foram abandonadas e aderiu-se progressivamente aos saquinhos plásticos, sem se dar conta do impacto destes sobre o meio ambiente. Transformar ações e mudar hábitos leva tempo, mas já fizemos isso antes. Somos capazes de fazer isso novamente.

Os carrinhos de feira continuam no mercado. As sacolas retornáveis já chegaram há alguns anos e não pretendem desaparecer. As cadeias de supermercado estão oferecendo caixas de papelão para acomodar as compras na boca do caixa. As soluções estão sendo colocadas por nós e para nós o tempo todo, basta aceitarmos o desafio de mudar nosso comportamento e impactar o menos possível o ambiente em que vivemos.

Mas não podemos deixar de responder a questão de boa parte das pessoas: como armazenar o lixo doméstico?

Bom, para isso vamos nos valer do nosso bom senso e utilizar as sacolas plásticas de forma racional, levando para casa apenas o necessário para reutilizarmos depois nas lixeiras. No resto do tempo, façamos nossas compras com sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão.

Vale conferir o que diz a lei. Acesse através do link.

Em entrevista ao Jornal do Futura, a Recicloteca falou sobre a Lei das sacolas plásticas. Assista daqui a pouco, às 17:00h e a reprise às 23:30h, no Canal Futura.

Na TV por assinatura acesse o canal 32 da Net e no canal 08 da Sky.
Se você tem antena parabólica, sintonize na polarização vertical 20.

Nos municípios de São Gonçalo e Niterói (RJ), além de alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro, sintonize o canal 18, UHF.

CURSO – A RECICLAGEM DE PLÁSTICOS

Monday, July 26th, 2010

CURSO BÁSICO

Público Alvo

Ambientalistas, educadores, pessoas que atuam no 3º setor,estudantes e demais interessados em obter informações básicas sobre reciclagem de plásticos.
Conteúdo

- Meio Ambiente:

  • lixo doméstico (composição);
  • potencial socioeconômico;
  • coleta seletiva;
  • legislação para a coleta de embalagens;
  • novos incentivos para a reciclagem.

- Resina Plástica:

  • definições;
  • identificação rápida;
  • índice de fluidez;
  • aplicações de PE PP e PET;
  • plásticos “verdes”;
  • plásticos biodegradáveis e oxibiodegradáveis.

- Processos de Reciclagem:

  • viabilidade econômica;
  • reciclagem mecânica;
  • equipamentos;
  • fluxograma.

Palestrante: Eng. Adilson Santiago Pires

Data: 28 de agosto de 2010, das 8:30 às 12:30

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CURSO AVANÇADO

Público Alvo

Profissionais liberais, estudantes de nível superior, recicladores de plástico, proprietários de depósitos de sucatas, e participantes de cooperativas de catadores, interessados em agregar valor a produção.

Conteúdo

- Noções dos processos de transformação dos plásticos:

  • injeção, extrusão e sopro;

- Processos de Reciclagem:

  • viabilidade econômica;
  • reciclagem mecânica;
  • equipamentos;
  • processo de reciclagem de PE, PP e PET;
  • preços de recicláveis;
  • separação de misturas de plásticos por densidade;
  • PET reciclado;
  • aplicações;
  • fornecedores de sucata plástica;
  • noções de eletricidade;
  • decantador para separação de lama.

- Projeto de uma Recicladora:

  • estudo de viabilidade técnico-econômica;
  • custos fixos e variáveis;
  • capital de giro;
  • retorno do investimento;
  • ponto de equilíbrio;
  • rentabilidade.

Palestrante: Eng. Adilson Santiago Pires

Data: 28 de agosto de 2010, das 13:30 às 17:30
Inscrições: faça aqui o  download da ficha de inscrição e envie preenchida para o e-mail eco@recicloteca.org.br

Investimento:

Curso Básico – R$ 200,00
Curso Avançado – R$ 250,00
Para os 2 cursos – R$ 430,00

Incluso apostila e coffe break

Atenção: É o único evento que aborda a reciclagem de polietileno, polipropileno e PET num só seminário.

Local:
Recicloteca
Rua Miranda Valverde, 118/101
Botafogo – Rio de Janeiro
Tel: 2551-6215 / 2552-6393

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* Palestrante: Eng. Adilson Santiago Pires

  • Engenheiro Químico pela UFRJ
  • Concluiu os Cursos de Identificação de Materiais Plásticos, Injeção de Plásticos e de Extrusão de Filmes Plásticos Tubulares – FIESP
  • Atuou 26 anos em Ind. Químicas nas áreas: Industrial / Qualidade, Meio Ambiente,Treinamento e Desenvolvimento;
  • Administrou recicladoras de polietileno e de poliestireno+ABS;
  • Gerenciou o projeto de coleta seletiva do Centro de Reabilitação Piracicaba-SP;
  • Trabalhou como consultor em projeto para  reciclagem de frascos plásticos de óleo lubrificante, financiado pela FAPESP, com participação de pesquisadores da UFSCar e da UNESP;
  • Está desenvolvendo atualmente um processo para a desmetalização e reciclagem de CD (policarbonato);
  • Ministra cursos e palestras relacionados à reciclagem de plásticos em diversas instituições e para grupos particulares;
  • Participa de seminários de reciclagem de plásticos e coleta seletiva;
  • Atua na área de reciclagem de plásticos desde 1994.

Conceitos: Biodegradável e Oxibiodegradável

Monday, May 3rd, 2010

O plástico oxibiodegradável tenta se passar por biodegradável. Ainda hoje, seus fabricantes o promovem como “Ecologicamente Correto!” *. O comércio acredita que está adquirindo um produto menos impactante e os clientes, por sua vez, gostam da idéia de que suas compras estão sendo embaladas em sacolas sustentáveis.

A esfera pública também se enganou. O deputado estadual Sebastião Almeida (PT – SP), defendeu o Projeto de Lei 534/07 que previa a substituição das sacolas plásticas atuais pelas oxibiodegradáveis. Sua definição do material reflete bem a confusão geral com o biodegradável: “(…) embalagem plástica oxi-biodegradável [é] aquela que apresenta degradação inicial por oxidação acelerada por luz e calor, e posterior capacidade de ser biodegradada por microorganismos e que os resíduos finais não sejam eco-tóxicos”. O projeto foi vetado em setembro de 2007.

Por outro lado, os materiais biodegradáveis não podem ser considerados a solução para o problema dos plásticos. Seu uso traz uma discussão ética, já que utiliza “alimentos” como mandioca, milho, cana de açúcar etc., para fabricação de objetos descartáveis, como sacolas e poliestireno expandido (mais conhecido como isopor®). A tecnologia atual usa três quilos de açúcar para a fabricação de um quilo de plástico biodegradável. Sua decomposição ainda gera como produto final chorume e gases do efeito estufa, agravando o aquecimento global.

Entenda abaixo a diferença entre biodegradável e oxibiodegradável.

Biodegradável – É decomposto pela ação de organismos vivos. O uso do termo geralmente pressupõe que os resíduos da decomposição não são tóxicos nem sofrerão bioacumulação. A maior parte do lixo de origem orgânica (papéis, tecidos de algodão, couro, madeira etc.) é biodegradável, e a maioria dos plásticos atuais não. (Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais).

Plástico oxibiodegradável – É aquele que recebe um aditivo para acelerar seu processo de degradação, mas não se decompõe em até seis meses. Não atende as normas técnicas nacionais e internacionais sobre biodegradação. Portanto, não é biodegradável. Este plástico, apenas divide-se em milhares de pedacinhos. No fim do processo não desaparece, mas vira um pó que pode parar em rios, lagos e mares. Isso significa que nossa geração poderá beber involuntariamente plástico oxidegradável misturado à água! E mais: os fragmentos podem ser ingeridos por animais silvestres e animais de criações nas fazendas, causando sérios danos econômicos e ambientais. (Plastivida).

Se ainda estiver em dúvida sobre este e outros temas ambientais, entre em contato com a Recicloteca.

Relacionados:
“Não Embale o Planeta”

* Frase disponível no site da Emplasmyl Embalagens

Sites:
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo

Plastivida

Dados do livro:
LIMA-E-SILVA, Pedro Paulo de, GUERRA, Antônio J. T., MOUSINHO, Patrícia (organizadores). Dicionário Brasileiro de Ciências Ambientais. Rio de Janeiro: Thex Ed., 1999.

E de quem é a responsabilidade? – Empresas

Monday, April 5th, 2010

A responsabilidade é de todos – sociedade, poder público e empresas. Porém, os diversos atores deste processo possuem responsabilidades diferentes, que dialogam e intervêm um no outro. E cada um pode fazer sua parte na manutenção e proteção do ambiente que vivemos. E qual será ou qual deveria ser o papel das empresas?

Sociedade                 Poder Público                      Empresas

Empresas

Já foi o tempo no qual a relação empresa – consumidor se resumia a produção e a venda de produtos por um lado, e o consumo puro e simples por outro.

Os consumidores são cada vez mais capazes de influenciar as ações das indústrias, seja pela comunicação direta com as mesmas, seja ao demonstrar suas aspirações através dos seus hábitos de compra. E as empresas estão cada vez mais atentas as tendências de consumo.

A pressão do poder público através de legislações ambientais mais rígidas, fiscalização e campanhas educativas faz com que os empreendimentos se adaptem a processos cada vez mais sustentáveis. Um bom exemplo disso é a legislação de plástico em alguns estados, as resoluções Conama sobre Pilhas e Baterias e sobre Pneumáticos (este tema foi tratado em uma postagem anterior desta campanha).

Há um ano, o Ministério do Meio Ambiente está veiculando a campanha “Saco é um Saco” no qual estimula a população e empresas a reduzirem a quantidade de sacola plástica que circula no país. Como parte da parceria desta campanha, a rede de supermercados Carrefour pretende banir as sacolinhas plásticas das suas lojas até 2014. O supermercado Zona Sul, a C&A e Lojas Americanas, entre outras empresas, disponibilizaram para venda sacolas retornáveis em suas dependências.

A rede Pão de Açúcar, além das sacolas retornáveis, colocou na “boca do caixa” a opção para que seus clientes possam descartar ali mesmo as embalagens que considerarem desnecessárias.

O Wal-Mart desafiou 10 fornecedores de marcas consagradas no mercado, como o Mate Leão e a Band-Aid, a fabricarem produtos mais eficientes do ponto de vista ambiental. O desafio envolvia a redução de consumo de energia e matéria prima na produção, uso de material reciclado e redução do tamanho das embalagens, bem como destinação inteligente do lixo, entre outras. Vale a pena conferir o resultado deste desafio na loja ou no programa Cidade e Soluções da Globo News. Além disso, para quem leva sua própria sacola retornável às compras, o supermercado oferece R$ 0,03 de desconto na aquisição de cada cinco itens. Uma ótima forma de incentivar o consumidor a racionalizar o uso das sacolinhas.

Além dos varejistas, as grandes empresas também estão atentas às demandas do seu público. As linhas de concentrados, como sucos, amaciantes e mate, já estão no mercado há algum tempo. Também foi lançado o detergente em pó livre de fosfato* e o sabão em pasta feito a partir de óleo de cozinha reciclado. O leite de saquinho já voltou às gôndolas dos supermercados de bairro e produtos e embalagens feitas de materiais reciclados já se encontram em versões que vão desde a escova de dente com o cabo de 40% plástico pré-consumo reciclado às telhas feitas com tubos de creme dental.

Vale a pena conferir estas e muitas outras iniciativas.

Descubra no seu bairro quais são os produtos disponíveis, o que o comércio está fazendo para diminuir o impacto ambiental e divulgue seus os exemplos aqui!

*O acumulo de fosfato nos rios e nos mares favorece a proliferação de algas, reduzindo a quantidade de oxigênio disponível nas águas e comprometendo a todo o ecossistema.

Visite os site:

Saco é um saco e o Blog da campanha

Assista:

Cidades e Soluções

E de quem é a responsabilidade? – Poder Público

Wednesday, March 24th, 2010

A responsabilidade é de todos – sociedade, poder público e empresas. Porém, os diversos atores deste processo possuem responsabilidades diferentes, que dialogam e intervêm um no outro. E cada um pode fazer sua parte na manutenção e proteção do ambiente que vivemos.

Empresas          Poder Público        Sociedade


Poder Público

Como já foi ressaltado, a Constituição Federal de 1988 define que:

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. (Constituição Federal Brasileira 1988, Capítulo VI, Artigo 225)

Infelizmente, não é bem isso que acontece. De acordo com o próprio governo brasileiro, no relatório para a Rio 92, o modelo de desenvolvimento adotado pela sociedade é “ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”. Quase 20 anos depois a situação não mudou muito.

E o governo tem um importante papel na resolução dos problemas ambientais enfrentados pela sociedade hoje.

Se pararmos para refletir apenas sobre o tema da campanha trabalhada aqui – “NÃO EMBALE O PLANETA! – Seja um consumidor consciente dos seus atos!” – veremos a importância do poder público para lidar com os problemas gerados pelo consumo e descarte indiscriminado de embalagens.

Se por um lado temos uma quantidade enorme de extração de matéria-prima, utilização de água e energia no processo de produção de embalagens, por outro temos o descarte destas em lugares inapropriados, como nos lixões, ruas, rios e mares. Bens que estamos desperdiçando para fabricar produtos descartáveis e que, na maioria das vezes, não retornarão ao processo produtivo através da reciclagem.

Cabe ao governo regular a exploração do meio ambiente, fabricação e descarte destes produtos.

Entre suas responsabilidades, podem ser destacadas as seguintes:

- Desenvolver novas leis e aperfeiçoar as atuais, bem como garantir seu cumprimento através da fiscalização;

- Realizar campanhas de educação para o consumo consciente, levando a sociedade a refletir sobre seus hábitos de consumo;

- Incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias;

- Estimular a fabricação de produtos mais “verdes”, como os reciclados e os que utilizam matéria prima proveniente da extração sustentável, através dos incentivos fiscais;

- Promover a profissionalização das cooperativas de catadores e a coleta seletiva;

- Exigir um gerenciamento integrado de gestão do lixo que contemple a política dos 3Rs, depósito apropriado para os resíduos (aterro sanitário) ou um sistema eficiente de incineração.

Mas, a sociedade tem um importante papel no acompanhamento das atividades do Estado. Ela deve manter contato direto com os políticos, cobrando um maior cuidado com o ambiente em que vivemos e leis mais restritivas com relação ao descarte de resíduos.

Pesquise no seu município e estado as leis relativas à gestão dos resíduos. Se não houver, solicite aos políticos a sua elaboração e execução.

Seja um cidadão consciente. Atue em prol de um ambiente mais saudável para você e seus filhos!

Abaixo, seguem algumas destas leis para que possamos acompanhar o seu cumprimento:

Lei nº 3369/2000 sobre o descarte de plástico no Estado do Rio de Janeiro.

Lei n.º 298/2001 do município do Rio de Janeiro sobre o descarte de lâmpada fluorescente.

Lei n.º 5.131/2007 do Estado do Rio de Janeiro sobre o descarte de lâmpada fluorescente.

Resolução Conama 401/2008 sobre o descarte de Pilhas e Baterias.

Resolução Conama 416/2009 sobre o descarte de Pneu.

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) – O projeto lei da PNRS está tramitando no congresso desde 1991. No último dia 11 de março foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora ela segue para o Senado. Acompanhe sua tramitação.

Saiba mais:

“NÃO EMBALE O PLANETA! - Seja um consumidor consciente dos seus atos!

3Rs

Consumo e Meio Ambiente

Monday, March 15th, 2010

O ato de consumo em si não é um problema. O consumo é necessário à vida e à sobrevivência de toda e qualquer espécie. Para respirar precisamos consumir o ar; para nos mantermos hidratados, temos que consumir água; para crescermos e nos mantermos saudáveis, necessitamos de alimentos. O mesmo acontece com outras espécies que compartilham este planeta conosco. São atos naturais que sempre existiram e (nos mantém vivos) que precisamos para nos mantermos vivos.

O problema é quando o consumo de bens e serviços acontece de forma exagerada, levando à exploração excessiva dos recursos naturais e interferindo no equilíbrio estabelecido do planeta.

Relatórios de respeitadas organizações ambientais defendem que nós, seres humanos, já estamos consumindo mais do que a capacidade do planeta de se regenerar, alterando o equilíbrio da Terra. Segundo o relatório Planeta Vivo (WWF, 2008), a população mundial já consome 30% a mais do que o planeta consegue repor. Outro relatório, o Estado do Mundo 2010, do World Watch Institute (WWI) coloca que hoje extraímos anualmente 60 bilhões de toneladas de recursos naturais. Isto representa 50% a mais do que extraíamos 30 anos atrás.

É verdade que a população mundial cresceu muito desde sua existência. No século XVIII (durante a revolução industrial) éramos cerca de 750 milhões de habitantes. Hoje, somos 6,8 bilhões de seres humanos na Terra. E segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial deve chegar a 8,9 bilhões de habitantes até 2050.

Isso naturalmente proporciona um aumento no consumo dos recursos do planeta. No entanto, esse consumo é extremamente desigual. Enquanto uns consomem muito mais do que suas necessidades básicas, outros sofrem com a falta de recursos. De acordo com o mesmo relatório do WWI (2010), um estudo do ecologista Stephen Pacala, da Universidade de Princeton, sobre a emissão de gás carbônico na atmosfera, revela que as 500 milhões de pessoas mais ricas do planeta (7% da população mundial) são responsáveis pela emissão de 50% do gás carbônico, enquanto três bilhões de pessoas mais pobres são responsáveis por apenas 6% das emissões deste gás.

Neste caso, o gás carbônico pode ser usado como referência para expressar a produção e o consumo de bens e serviços. Assim, os números mostram que, embora a população mundial tenha crescido muito, a desigualdade social e o consumo excessivo de uma pequena parcela da população são os principais agravantes.

Um outro problema, além da exploração do planeta, é a produção de lixo, os restos gerados diariamente pela sociedade. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – 2000), anualmente, o Brasil produz cerca de 46 milhões de toneladas de lixo domiciliar. Em um grande município como o Rio de Janeiro, por exemplo, cada habitante gera em média 1,5kg de lixo por dia. O que significa, na verdade, uma produção diária de aproximadamente nove mil toneladas de resíduos.

Cerca de 51% deste resíduo é matéria orgânica, isto é comida, alimento. Os outros 49% é composta por materiais de todo tipo, como plástico, vidro, alumínio, papel, tecidos (como roupas velhas), borracha etc.. Essa quantidade monumental de lixo provoca um grande impacto socioambiental, especialmente se considerarmos que a maioria das cidades brasileiras não possui um depósito adequado para o mesmo.

A questão que temos que colocar aqui é: de quem é a responsabilidade pelo descarte desta quantidade monumental de resíduos, em especial as embalagens?

A resposta mais simples seria dizer que todos nós – Sociedade, Governo e Empresas – somos responsáveis. Mas, cada uma destes atores possuem responsabilidades diferentes neste processo. E é sobre isso que vamos refletir nos próximos posts.

Participe da Campanha!

“NÃO EMBALE O PLANETA!”.

Seja um consumidor consciente dos seus atos!

Friday, March 12th, 2010

Dia 15 de março é o Dia Internacional do Consumidor.
E a Recicloteca convida você a refletir sobre os seus
hábitos de consumo e o impacto deles  sobre
o planeta no qual e do qual vivemos.

Em prol da praticidade do dia-a-dia, as pessoas consomem produtos cheios de embalagens. Estas embalagens são feitas a partir de recursos naturais como petróleo, areia, árvores e minérios. As indústrias transformam estes materiais a tal ponto que a natureza deixa de reconhecê-los como parte dos ciclos naturais do planeta. E em boa parte dos casos, a Terra demora de centenas a milhares de anos para reabsorvê-los. É o caso de plástico, borracha e vidro.

Tornou-se um hábito quase natural da humanidade adquirir bens e descartá-los tão rápido quanto são produzidos. As embalagens perdem sua utilidade rapidamente e são jogadas fora logo em seguida. Por exemplo, uma garrafa PET, usada para armazenar refrigerantes, tem apenas 60 dias de ‘vida’ desde sua fabricação até o descarte. Pior que isso, equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos são programados para se tornarem obsoletos em um curto período de tempo. Assim virou algo natural trocarmos estes bens por novos com grande freqüência.

São produzidas montanhas de lixo compostas por embalagens e produtos que poderiam ser evitados e que, certamente, deveriam ser reabsorvidos pela indústria através da reciclagem. Montanha essa que vai existir por muitos e muitos séculos. As estimativas de decomposição para alguns materiais são contabilizadas em séculos, como o alumínio (entre 200 e 500 anos) e o plástico (até 450 anos). Os cientistas não conseguem precisar o tempo necessário para a total decomposição alguns materiais, como o vidro, borracha e fraldas descartáveis.

Na maioria das vezes não nos damos conta do prejuízo que o descarte causa ao ambiente no qual vivemos. De um lado, aumentamos a exploração dos recursos naturais para a fabricação de novos bens e, de outro, cresce a geração de lixo.

Este é um dos muitos aspectos que precisamos considerar na hora da compra. Que embalagens são essas que estamos levando para casa? Precisamos delas? De que materiais são feitas? São facilmente reabsorvidas pelo planeta? Podem ser recicladas?

Essas e muitas outras questões podem nos nortear ao avaliarmos nossa conduta na prática do consumo.

Ao longo do mês de março, o Blog da Recicloteca trará mais informações sobre as nossas responsabilidades enquanto consumidores e cidadãos inseridos na sociedade do consumo, do descartável e da embalagem. Neste contexto, o Blog tratará também do papel do poder público e do setor privado.

Convidamos cada um de vocês a nos acompanharem nessa reflexão.

Participe da Campanha!

“NÃO EMBALE O PLANETA!”.