Será que vai dessa vez?

 

Em operação desde 1976, o lixão de Gramacho está instalado num terreno argiloso cercado de vegetação de mangue, numa área de 1,3 milhão de metros quadrados às margens da Baía de Guanabara. Próximo ao terreno deságuam os rios Iguaçu e Sarapuí, que cortam seis municípios: Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti e Caxias. Hoje, o depósito possui 60 milhões de toneladas de lixo acumuladas.

Nestes 36 anos, o vazadouro foi protagonista de muitas histórias de miséria, tristeza e até violência. Além de local de despejo de lixo, o aterro também serviu de ponto de desova de cadáveres. Em 2008, os corpos dos três rapazes do Morro da Providência, torturados e mortos por traficantes, após terem sido entregues por militares a bandidos do Morro da Mineira, foram abandonados em Gramacho.

Ontem, tivemos mais uma promessa de encerramento do lixão de Gramacho, agora antecipado para o dia 23 de abril. Além de todo o passivo social, temos os milhões gastos inutilmente em programas de despoluição da Baía de Guanabara e recomposição dos manguezais. Todo o chorume infiltrado no solo e lençol freático ao longo desses anos gerou uma degradação incontável.

É um exemplo vivo de que todo espaço degradado gera situações de degradação humana.

Fonte: O Globo

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“Um outro mundo é possível e É PRA JÁ”

 

A publicação é produzida pelo Grupo de Reflexão e Apoio ao Processo Fórum Social Mundial (Grap), do qual o Ibase faz parte. A publicação reúne alguns trechos de falas do seminário “A busca de paradigmas de civilização alternativos e a agenda de transformação social”, realizado durante o Fórum Social Mundial 2011, em Dacar, no Senegal.

Atualmente estes temas estão sendo divulgados para a inclusão de outras plataformas na Rio +20, não apenas  Economia Verde.

Deixe sua opinião em nosso blog.

Leia aqui a publicação.

Fonte: Deshca Brasil

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Curso de bijuteria feito com material reaproveitado

 

Sabe aquela bijouteria linda que está danificada, mas você guarda com carinho na esperança de poder recuperar ou transformar em outra peça tão linda e querida quanto a original?

Segue uma alternativa interessante e prática, mesmo pra quem é iniciante. Moda e Meio Ambiente caminhando juntos, isso é sustentabilidade!

Nosso curso tem como objetivo reaproveitar e transformar suas bijoux quebradas em peças exclusivas e também confeccionar novas com plástico PET, papel (revistas ou encartes de jornal) e alumínio (latinhas), que seriam descartados como lixo.

Número de alunos: Mínimo de 5 e máximo de 10 pessoas.

Coordenação: ONG Ecomarapendi

Professores: Cynthia Souza e Líbera Soldateli

Data: a partir de 28 de abril (caso tenha o número mínimo de participantes)
Horário: 14h às 18h

Carga Horária: 16 horas, serão 4 sábados a tarde

Valor: R$ 250,00 (parcelado em até 2x ou 5% de desconto à vista e material incluído)

Local: Rua Miranda Valverde 118/casa 101 - Botafogo - Rio de Janeiro, RJ
Inscrições: (21) 2552-6393 / 2551-6215 / 7854-9638 / 8105-6533

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Calendário 2012

 

O desenho que ficou com o mês de Abril e o quarto lugar no “I Concurso de Desenho Ambiental” O Lixo Nosso de Cada Dia “foi o da aluna, do Externato Acácia, Joyce de Araújo Leal Martins de 10 anos.

O Concurso foi realizado no dia 9 de dezembro de 2011, no município de São Gonçalo. Para saber mais do concurso, clique aqui.

Abaixo veja os desenhos dos meses anteriores.

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/03/13/calendario-2012-2/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/02/27/calendario-2012/

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Você está ganhando desconto no supermercado??

 

Alguns supermercados da cidade do Rio de Janeiro parecem não conhecer ou simplesmente  estão ignorando a Lei n° 5.502/09.

Esta Lei dispõe sobre a substituição e recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais localizados no Estado do Rio de Janeiro como forma de colocá-las à disposição do ciclo de reciclagem e proteção do meio ambiente fluminense.

Art. 3ºTranscorrido o prazo previsto no §3º do art. 2º da presente Lei, os estabelecimentos de que trata o caput do mesmo artigo que ainda não tiverem promovido a substituição de que trata esta Lei ficam obrigados a receber sacolas e sacos plásticos a serem entregues pelo público em geral, independentemente do estado de conservação e origem destes, mediante uma das seguintes contraprestações:

I a cada 5 (cinco) itens comprados no estabelecimento, o cliente que não usar saco ou sacola plástica fará jus ao desconto de no mínimo R$ 0,03 (três centavos de real) sobre as suas compras;

II - permuta de 1 Kg (um quilograma) de arroz ou feijão por cada 50 (cinqüenta) sacolas ou sacos plásticos apresentados por qualquer pessoa.

Nós da Recicloteca, notamos que a maioria dos supermercados não substituiu as sacolinhas e não estão dando o devido desconto que obriga a lei.

Por isso, convocamos todos os cidadãos que moram na cidade do Rio de Janeiro a fiscalizar os supermercados da cidade. Se notarem que o estabelecimento não está cumprindo a Lei, faça sua denuncia!

É super fácil e não é necessário se identificar. Você pode enviar um e-mail ou ligar para o CICCA – Coordenação Integrada de Combate aos Crimes Ambientais. O e-mail é o crimesambientais@ambinete.rj.gov.br e o telefone (21) 2334-5906 ou fazer  a denúncia pela Ouvidoria do Inea através do telefone (21) 2332-4604 e do e-mail ouvidoria@inea.rj.gov.br.

Mas não podemos deixar de responder a questão de boa parte das pessoas: como armazenar o lixo doméstico?

Bom, para isso vamos nos valer do nosso bom senso e utilizar as sacolas plásticas de forma racional, levando para casa apenas o necessário para reutilizarmos depois nas lixeiras. No resto do tempo, façamos nossas compras com sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão.

Para saber mais sobre a Lei n° 5.502/09, clique aqui.

Leia mais sobre o assunto logo abaixo.

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2011/07/05/ja-tentou-usar-uma-sacola-retornavel/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2011/02/13/sacolas-plasticas-oxibiodegradaveis-se-decompoem-rapidamente-mas-tambem-deixam-rastros/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2010/11/12/a-ingenua-lei-contra-as-sacolas-plasticas/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/02/09/aos-indignados-da-sacolinha/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/01/31/capitais-brasileiras-sem-sacolas/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/01/30/a-criatividade-pode-substituir-a-sacolinha/

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A embalagem do ovo de páscoa é reciclável?

 

Foto: Extra arquivo

Ouça a entrevista que nosso consultor Eduardo Bernhardt deu para a rádio Difusora Jundiaí hoje (03) pela manhã.

O tema abordado foi: A reciclagem de embalagens de ovos de páscoa.

Clique no link abaixo e escute a entrevista.

http://www.radiodifusorajundiai.com.br/video.asp?id=221

Fonte: http://www.radiodifusorajundiai.com.br

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Se não souber gerenciar vira lixão

 

Por Priscilla Mazenotti, da Agência Brasil

Cerca de 70% do lixo produzido no País acaba em lixões ou em aterros controlados, chamados de lixões melhorados por serem áreas que dispensam a coleta e o tratamento do chorume. Apenas 27,7% das cidades brasileiras dispõem de aterros sanitários, segundo dados do Ministério das Cidades. Os aterros sanitários, se feitos de acordo com regras ambientais, evitam a contaminação do solo e de lençóis freáticos por resíduos do lixo.

A meta do governo, dentro da PNRS, é acabar com os lixões em todo o País até 2014, além de investir em cooperativas de catadores e em parcerias para aumentar a coleta seletiva e a destinação adequada do lixo não reciclável.

A preocupação atual, segundo o especialista em resíduos sólidos do Ministério das Cidades Sérgio Cotrim, é evitar os erros do passado, quando os municípios investiam na instalação de aterros ou usinas de reciclagem, mas não na manutenção dessas áreas. “Os aterros viraram lixões e as usinas viraram sucata. Temos lugares em que nenhum quilo de resíduo foi processado”, diz ele.

Para Cotrim, a solução deve ser regionalizada, com serviços de gestão organizada por consórcios públicos. “Temos recursos e queremos investir, mas o investimento será criterioso. Queremos a garantia de que o dinheiro vai ser bem aplicado.” O especialista diz que o Ministério das Cidades só vai analisar as propostas dos estados ou aquelas feitas por consórcios ou grupos de municípios. “Queremos trabalhar com grupos de municípios, estados, microrregiões e consórcios.”

A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que a gestão dos resíduos deixe de ser voluntária e passe a ser obrigatória, prevendo a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem e o tratamento. A lei prevê ainda a adoção da logística reversa, por meio de ações para coletar os resíduos sólidos e devolvê-los às indústrias. Inicialmente, a logística reversa engloba o recolhimento de resíduos e embalagens de agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Saiba mais sobre a PNRS :

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2011/02/24/sim-nos-temos-a-lei-e-a-responsabilidade-tambem/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/03/01/sao-paulo-se-compromete-com-a-logistica-reversa/

http://recicloteca.org.br/blog/index.php/2012/02/29/a-europa-recicla-e-o-brasil/

Fonte: Ecodebate

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A Regenero fecha suas portas

 

Os resíduos eletrônicos estão cada vez mais presentes em nossas vidas, o que a população não sabe, ou talvez ignore, é que esses resíduos são altamente tóxicos, contendo substâncias como: mercúrio, chumbo, fósforo, berílio e cádmio. Tais elementos em contato com o solo contaminam os lençóis freáticos, se queimados poluem o ar e em contato direto com as pessoas ou animais causam doenças graves

Hoje, de acordo com Política Nacional de resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de eletroeletrônicos e seus componentes são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos.

Como as empresas têm até o segundo semestre deste ano para se adequar a PNRS, algumas ainda não possuem o sistema de logística reversa. E como destinar esses resíduos depois que terminam suas vidas úteis?

A Regenero – Reciclagem Inteligente que atuava no centro do Rio, era uma ótima saída, pois além de coletar esses materiais para reciclagem ainda iam buscá-los por uma pequena taxa. È com grande pesar que anunciamos que a Regenero está fechando suas portas.

De acordo com Lina, uma das sócias da empresa, dar uma destinação adequada ao e-lixo é muito mais caro do que qualquer outro reciclável e, além disso, não recebiam ajuda do governo por não ser uma ONG. Apesar de não estar atuando mais, ainda pensa em conseguir novos parceiros e um dia reabrir suas portas.

Somente hoje a Recicloteca recebeu três pedidos de indicação de quem recebe eletrônicos aqui na cidade do Rio de janeiro. Se você sabe de alguma empresa que recicla ou coleta este tipo de material em sua cidade, não deixe de divulagar aqui no blog.

Afinal o meio ambiente depende de nossa ações.

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Reciclagem limpa de metais

 

O processo de reciclagem de lixo eletrônico é caro e altamente poluente. No Brasil, em função disso, ainda não há uma indústria de reciclagem voltada para o setor. Mas muitas pesquisas estão sendo feitas para tentar encontrar uma forma de limpar e baratear o processo.

O estudante de Engenharia de Metalúrgica da Escola Politécnica da UFRJ, Pedro Paulo Medeiros , é um desses estudiosos do assunto. Há pelo menos um ano ele pesquisa alternativas para separar de forma limpa os metais das placas de computadores.

“Nessas peças há metais como cobre e ouro em alto teor, mas não são reaproveitados porque não há por aqui um mecanismo capaz de separá-los de forma limpa. O que se faz é jogar um ácido para dissolvê-los e depois usar um processo de eletrólise para recompor as propriedades desses elementos, o que é caro e perigoso, pois pode poluir o ambiente.” contou o estudante, que acaba de conquistar o primeiro prêmio na Jornada de Iniciação Científica da UFRJ com o trabalho Concentração de Metais de Placas de Circuitos Impressos.

O estudo propõe um método de separação dos metais, menos poluente e viável economicamente. Segundo Pedro, consiste em separar manualmente os componentes da placa e os que não puderem ser reutilizados são triturados e transformados em pó.

Este pó é colocado em um equipamento chamado classificador, que separa os elementos pela densidade de cada um em compartimentos diferentes. O processo, segundo Pedro, deve baratear o custo de reciclagem, mas ainda requer pesquisas até que seja viável em larga escala.

Fonte: Revista Razão Social do jornal O globo de 27/03/2012, pág 22.

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Governo cede pressão e negocia Código Florestal

 

Foto: Valter Campanato/ABr

O Governo sinalizou ontem que anda cansado da quebra de braço com o Poder Legislativo e estuda negociar uma data próxima, anterior a Rio+20, para a votação do Código Florestal, como querem os ruralistas. Depois de três semanas com a bancada obstruindo todas as votações importantes, o Planalto jogou a toalha ao constatar que a tática do “vamos ver quem tem mais força” não está funcionando. Resolveu, então, ceder até no que era considerado inegociável: a prorrogação do decreto que suspende a lei dos crimes ambientais.

A possibilidade dessa extensão, do decreto 7640, que vence no dia 11 de abril, surgiu ontem no discurso da ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, durante palestra na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília. “Não vejo dificuldades em prorrogar. Se for preciso, eu mesma pedirei para prorrogarem o decreto”, disse ela.

Já na Câmara dos Deputados, o novo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que é uma posição do governo votar o Código rápido. “Estamos trabalhando para votar antes da Rio +20, porque queremos votar também outras matérias”, afirmou.

A falta de definição no caso do Código Florestal irrita a bancada ruralista, o que a faz emperrar a votação da Lei Geral da Copa. Dessa forma, pode ser que o Código seja votado no dia 8 de abril, logo após o feriado de Páscoa.

Ontem, o relator do projeto do Código Florestal, Paulo Piau, afirmou que vai propor a participação dos estados em relação à recomposição de Área de Preservação Permanente na beira de rios com mais de 10 metros de altura. “Não se pode criar uma regra de recomposição para a região dos Pampas e pensar que essa mesma norma vai funcionar, por exemplo, para a Amazônia. Cada bioma tem suas peculiaridades”, disse. Em rios com largura inferior a 10 metros, continua a obrigatoriedade de recompor uma faixa de 15 metros de mata ciliar. Os rios maiores terão faixa de recomposição fixada pelos órgãos estaduais de meio ambiente.

O deputado Moreira Mendes (PSD-RO), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), concorda com a proposta de transferir aos estados a definição da faixa de mata ciliar a ser recomposta em rios maiores que 10 metros: “É nos estados que se verificam os problemas; portanto, é importante que eles tenham o direito de opinar caso a caso”, defendeu o deputado que discorda, porém, do relator sobre manter a recomposição de 15 metros de vegetação nas beiras de rios menores. Na opinião de Mendes, essa obrigatoriedade seria prejudicial aos pequenos produtores. Esses pontos podem entrar no relatório de Piau, que pode sofrer alterações até o dia de ir ao plenário.

Fonte: O Eco

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