Archive for the ‘Resíduo / Lixo’ Category

O valor social dos materiais recicláveis

Thursday, September 9th, 2010

Apesar das perspectivas positivas que a Política Nacional dos Resíduos Sólidos e o Pacto pela Reciclagem (compromisso estabelecido entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado do Rio de Janeiro) trazem para o desenvolvimento de uma gestão de resíduos mais adequada em termos sócio-ambientais, a realização da coleta seletiva no município do Rio de Janeiro ainda é um desafio.

Hoje, a atividade de reciclagem no Brasil é alimentada em grande parte pelo trabalho de catadores e cooperativas. E para cumprir com seus compromissos de coleta, arcam com custos relativamente altos, especialmente no que tange ao transporte de materiais, e acabam tendo uma renda líquida muito baixa.

Na reportagem da revista “Razão Social”, do jornal O Globo, encontramos exemplos de como a articulação direta entre grupos da sociedade e cooperativas de catadores pode resultar em situações de ganho total. Condomínios e residências – mesmo que não sejam atendidos pela coleta seletiva da Comlurb – conseguem ter seus recicláveis adequadamente destinados. E as cooperativas de catadores têm quantidades cada vez maiores para coletar em um mesmo local ou região, fazendo com que seus custos de operação sejam otimizados.

Disponibilizamos abaixo a reportagem do caderno Razão Social do jornal O Globo. Boa leitura!

Lixo Como ativo Social

Condomínios no Rio fazem parceria com catadores para dar
destino correto a recicláveis na cidade
Camila Nobrega – camila.nobrega@oglobo.com.br

É terça-feira, e uma faixa na entrada do condomínio Fazenda Passaredo, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro, lembra aos moradores: “Hoje é dia de coleta seletiva”. Antes do fim da tarde, quando o caminhão da cooperativa de catadores BarraCoop passa, a professora Maria Aparecida França, moradora e coordenadora do centro de meio ambiente do local, faz uma caminhada por todo o condomínio, contando quantas casas deixaram o lixo reciclável na porta. Quando há um novo adepto, é motivo de comemoração. O Fazenda Passaredo fica numa área ainda não atendida pelo sistema público de coleta seletiva da Comlurb, mas, por conta da parceria com a Cooperativa, deixa de enviar ao Aterro de Gramacho cerca de uma tonelada de lixo por semana e dá sustento a dez famílias de catadores. Iniciativas como essa são meninas dos olhos de especialistas de resíduos na cidade. Ao lado do novo aterro sanitário que vai receber o lixo dos cariocas em Seropédica a partir de 2011, são formas de criar uma gestão mais sustentável de resíduos, tendência que vai virar obrigação após a regulamentação da Política Nacional de Resíduos sólidos do país, ainda este ano.

O que fez Aparecida começar a agir foi o fato de ela ver, durante anos, a Comlurb misturar todo o lixo, mesmo o reciclável, e levar tudo para um único lugar, o Aterro de Gramacho. Há cerca de um ano, ela e 15 moradores voluntários descobriram que era possível montar um sistema de coleta seletiva diretamente com cooperativas.

- É muito gratificante. Agora sabemos para onde vai nosso lixo, e buscamos sempre reduzi-lo. Quando se começa com uma ideia, surgem várias outras e, muitas, como a parceria com a cooperativa, são simples.

Lidar com o lixo é um desafio, e cada vez descobrimos mais alternativas – contou Aparecida.

A BarraCoop está sendo beneficiada desde dezembro de 2009, recolhendo o lixo reciclável doado pelo condomínio e, segundo Aparecida, a coleta funciona muito bem. Mas o início do projeto de gestão do lixo no local foi bem antes, em 2007, quando o Centro de Meio Ambiente foi criado. O primeiro passo foi a compostagem a partir de resíduos orgânicos, que hoje serve de adubo para canteiros de plantas e hortas do condomínio.

Com isso, o Fazenda Passaredo deixou de enviar para Gramacho toneladas de resíduos por mês, como folhas, galhos e até plantas que eram descartadas.

Depois, ainda vieram os projetos de doação de óleo de cozinha para produção de sabonete para outra cooperativa, e um laboratório de recuperação de plantas. Segundo Aparecida, o objetivo no condomínio é chegar ao lixo zero. Ele já foi premiado duas vezes pelo Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro: – Até o ano passado ainda saíam resíduos de jardinagem e até troncos daqui. Agora isso acabou.

Só o lixo de cozinha e de banheiro ainda são problemas difíceis de resolver em um condomínio.

Mas estamos investindo na educação das nossas crianças e jovens. Não falta informação.

A parceria direta com os catadores também é opção em bairros já atendidos pela coleta seletiva da Comlurb. A vantagem é que se diversificam os catadores beneficiados (a Comlurb só tem cinco cooperativas cadastradas), como no caso do condomínio Solar das Laranjeiras, que leva o nome do bairro onde fica, na Zona Sul do Rio. Há pouco mais de um ano, os moradores buscaram uma cooperativa que havia anunciado no jornal, a Coopar, e iniciaram a parceria.

A diferença é que, nesse caso, o prédio não doa os materiais, mas cobra um preço baixo aos catadores.

Segundo o síndico, o aposentado De Sordi Roncetti, no início os catadores passavam no prédio uma vez ao mês, e hoje já passam quase semanalmente: – A quantidade de recicláveis tem crescido muito. Os moradores estão colaborando, porque veem que os resíduos têm bom destino. E os funcionários são motivados, porque o dinheiro que recebemos da venda dos materiais é revertido para eles. Quando a cooperativa chega, já está tudo separado.

Em dia de coleta, a visita é mesmo rápida, mas suficiente para que o síndico e os funcionários mantenham uma boa relação com os cooperativados, que deixam de ser generalizados como catadores, e ganham nomes e histórias próprios. No caso do Solar das Laranjeiras, por exemplo, o responsável é o presidente da Coopar, Jorge Souza: – Quando as pessoas começam a entender todo o mercado que existe por trás do lixo, passam a dar mais valor ao nosso trabalho. E, pegando na fonte, a gente não fica na mão dos atravessadores.

Mas ainda tem muita gente que não colabora. Tem prédios que querem participar, mas não conseguimos dar continuidade, porque eles não juntam material suficiente – disse.

Os catadores da Coopar saem da Ilha do Governador, onde fica a sede da cooperativa, e fazem o longo percurso até Laranjeiras praticamente toda quinta-feira. Mas as visitas poderiam ser mais frequentes, por exemplo, se houvesse mais condomínios adeptos no bairro. Para as cooperativas, o custo da logística de coleta é alto, já que, por enquanto, não há apoio da prefeitura.

Esse foi o principal motivo de um projeto ousado da Associação de Moradores de Ipanema (Ami), também na Zona Sul do Rio, ter fracassado. Intitulado Programa de Coleta Seletiva Solidária, o projeto foi lançado no final de 2009, e conseguiu adesão de 20 condomínios do bairro, que destinariam seus resíduos para a Cooperativa de Catadores do Complexo do Alemão (CoopCal). De acordo com o responsável pelo programa, Rafael Durão, durante quatro meses a coleta funcionou bem, com caminhões que eram bancados pela própria Ami, e a quantidade de resíduos saltou de 700kg para 1,5 tonelada por semana. Mas, sem apoio de empresas ou da prefeitura, não foi possível manter a coleta: – Foi um programa piloto e funcionou muito bem, principalmente porque sabíamos que os resíduos estavam sendo doados a uma cooperativa muito necessitada. Eles foram responsáveis, passavam no dia certo. Mas não conseguimos apoio dos condomínios ou de empresas da região para manter a parceria, aí não deu para co ntinuar.

Para a consultora ambiental da Recicloteca da ONG Ecomarapendi, Bruna Beck, o difícil é que as pessoas entendam o valor social de uma parceria como essa, e a responsabilidade que cada um tem de dar destino certo aos seus resíduos. Segundo Bruna, é preciso lembrar que a coleta seletiva no Brasil, hoje, depende do trabalho dos catadores: – Quando há parceria com os catadores, especialmente se é doação, é maravilhoso. As empresas, por exemplo, que são grandes geradoras, pagam pela coleta do seu lixo e poderiam até economizar com uma parceria dessas. Mas é necessário dar apoio ao catador, pois ele está fazendo um trabalho que é bom para todo mundo. Os resíduos são muito nocivos à saúde humana e ao planeta.

De acordo com a consultora, as cooperativas pagam diárias de caminhões de mais de R$ 200 para cada dia de coleta, além de outros custos. Mas o governo estadual e a prefeitura do município prometem começar a mudar essa situação ainda este ano. No início de agosto, ambos assinaram o Pacto da Reciclagem, que contou ainda com o Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável, a Firjan e administradores de condomínios da cidade, para ampliar a reciclagem no Rio. Hoje, apenas 3% do lixo do município são destinados para este fim. Segundo o subsecretário estadual do Meio Ambiente, Gelsom Serpa, o objetivo é dar estrutura à Comlurb e aos catadores: – O estado vai apoiar a prefeitura, disponibilizando galpões para a triagem dos recicláveis. Vamos estabelecer também um valor mínimo a ser pago aos catadores por serviços ambientais e o município vai iniciar uma campanha com os administradores de condomínios para dar força à coleta seletiva.

As medidas vêm na esteira da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que foi aprovada no Congresso em julho e prevê responsabilidade compartilhada por todos os agentes na gestão de resíduos, incluindo moradores e empresas. A lei deve ser regulamentada em novembro e traz exigências como ampliação da coleta seletiva no país, e o fim dos lixões a céu aberto num prazo de quatro anos.

Como destinar o lixo corretamente

PARCERIA COM CATADORES: O projeto Recicloteca, da ONG Ecomarapendi, dá informações sobre cooperativas de catadores que possuem estrutura para fazer coleta seletiva na cidade (recicloteca.org.br). Outra opção é o site do Compromisso Empresarial para Reciclagem ( cempre.org.br). ou da Companhia de Limpeza Urbana do Rio Comlurb (comlurb.rio.rj.gov.br)

EMPRESAS: Algumas empresas já possuem coleta seletiva em parceria com catadores. É o caso do projeto Rio Sustentável (riosustentável.org), que chegou a restaurantes e casas de show do Pólo Rio Antigo, na Lapa, e agora será implantado por restaurantes da Zona Sul.

COOPERATIVAS: BarraCoop (tel: 34146985 ou 82578169), Coopar (78484761 ou 3888-5514) e CoopCal (3882-4390 e 9284-8228)

Veja a reportagem no site do jornal O Globo

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Dos Recicláveis aos Reciclados

Wednesday, September 8th, 2010

Para onde vão os materiais recicláveis depois que eles são recolhidos pela coleta seletiva? Em que produtos eles são transformados? Você sabe?

A TV ALERJ foi a Recicloteca para conferir esses produtos que já estão sendo comercializados.

Além disso, o programa ALERJ Ecologia abordou os 3Rs – Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Confira o vídeo no link da imagem a seguir:

Produtos reciclados

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Praia Limpa Praia Linda

Tuesday, August 31st, 2010

A orla do Rio é a principal área de lazer dos cariocas e de turistas do mundo inteiro.

Em uma iniciativa pioneira, os barraqueiros da praia (através da ProRio) e o Projeto Segurança de Ipanema, convidam todos a fazer deste cartão postal um exemplo de cidadania e proteção ambiental.

Na cidade do Rio, cerca de 3.400 toneladas de lixo são recolhidas todos os dias das ruas, praias, parques etc. O lixo deixado na areia atrai doenças, espanta turistas e tira a beleza de nossas praias. Além disso, muitos animais marinhos morrem por confundir o lixo com alimento.

O movimento Praia Limpa Praia Linda está realizando suas primeiras atividades na areia da praia de Ipanema, entre as ruas Maria Quitéria e Joana Angélica. Segundo medições da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, este é o trecho de areia que apresenta os piores índices de degradação, ocasionados pela sujeira e lixo deixados por freqüentadores. O objetivo é melhorar a qualidade das areias a ser verificada nas próximas medições.

A Área de Proteção Ambiental da Orla Marítima compreende as praias do Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra da Tijuca. São 30km de extensão em uma região com características ambientais únicas, que conta com você para sua recuperação e manutenção.

Ao ir à praia:
Não deixe nada além de pegadas,
Não tire nada além de fotos,
Não mate nada além do tempo!
Participe deste movimento!

Realização:

Pro Rio e PSI

Apoio:

Ecomarapendi, SEBRAE, Onda Carioca, Programa Solidário Lixo de Ipanema, Focall Consultoria, Instituto Aqualung, Secretaria de Estado do Ambiente, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Instituto E, Comitê Gestor da Orla, Comlurb, Banco do Brasil.

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Transformando cascas de banana em terra fértil

Monday, August 30th, 2010

24 de agosto de 2010 | 23h 40
Mariana Della Barba – O Estado de S. Paulo

Se você já recicla embalagens plásticas, latas, garrafas de vidro e papéis, agora pode ir um passo além e dar um destino adequado também ao seu lixo orgânico, que compõe 60% de tudo que é descartado numa residência. Montando uma caixa para fazer a chamada compostagem, você reduz a quantidade de lixo e, no final, tem terra fértil para usar em vasos e canteiros de plantas.

“O melhor é que o processo é bem simples e barato. Pode ser feito mesmo em um espaço pequeno, como uma área de serviço ou a sacada de um apartamento”, garante Érica Sepúlveda, consultora ambiental da ONG carioca Ecomarapendi.

1. Reunindo o lixo orgânico

Quase tudo que é jogado no lixo enquanto você prepara o almoço pode ser usado na compostagem. É o caso de cascas e talos de frutas e legumes e de partes do alimento que são descartadas, como bagaços. Folhas, flores e podas de jardinagem, pó de café, saquinhos usados de chá e casca de ovo (desde que limpa e seca) também entram na caixa de compostagem.

2. Compostagem versão apartamento

Já que a reciclagem do material orgânico será feita em um espaço pequeno, o ideal é picar bem todo o material. “Assim vamos acelerar o processo de decomposição desses elementos orgânicos”, explica Érica.

3. Preparando a lixeira

Para acondicionar a terra e o material que vai passar pela compostagem, o ideal é usar uma caixa de plástico com tampa, dessas vendidas para organizar ambientes. Procure uma com cerca de 30 centímetros de altura, 40 de largura e 30 de profundidade. Faça furinhos no fundo da caixa. Eles permitem a troca de oxigênio e evitam o acúmulo de líquido.

4. Camada inicial

O primeiro passo é colocar uma camada de terra seca. Ela pode ser retirada, por exemplo, de um vaso cuja planta já morreu. A consultora ambiental explica que a ideia é que essa terra absorva a umidade que será produzida no processo de decomposição do resíduo orgânico.

5. Cascas, bagaços e afins

Em seguida, coloque todo o material orgânico picado, fazendo uma segunda camada. “Lembre de não por nada cozido nem de origem animal, como queijo ou carne. Alimentos temperados também devem ser evitados”, diz Érica. Esses materiais tornam a decomposição mais lenta e podem causar mau cheiro e atrair moscas.

6. Micro-organismos

O próximo passo é acrescentar esterco. “O húmus é outra alternativa e é até mais prático, pois pode ser comprado em lojas de jardinagem.” Ambos servem como fonte de microrganismos, que catalisam o processo de decomposição. Minhocas (de três a cinco) também podem ser colocadas na terra.

7. Replay

Faça novas camadas do composto, acrescentando mais lixo orgânico e húmus.

8. Cafezinho

Coloque borra de café para evitar mau cheiro, além de espantar formigas e outros insetos.

9. Último ato

Feche a caixa e revire o composto a cada três dias – essa etapa pode ser pulada caso haja minhocas para revolver a terra. “Se o material ficar úmido, coloque mais café ou folhas. Se ficar muito seco, regador nele”, sugere Érica. Em três meses, você terá terra adubada, pronta para dar uma vitaminada em seus vasinhos.

Você pode acessa a matéria no site do Estado de São Paulo

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Dia da Limpeza Urbana

Friday, August 27th, 2010

Foto: Divulgação / PMPA

O dia 27 de agosto é o dia da Limpeza Urbana. Parece algo banal, não? E até muito simples, afinal de contas, todos os dias, o lixo é retirado das casas e prédios, depois um caminhão passa recolhendo, leva para um lugar que a maioria das pessoas não sabe bem ao certo onde é, mas que a prefeitura está cuidando. E é isso que importa, visto que nossas sobras estragariam, causando mau cheiro e atraindo bichos indesejados, mas por um passe de mágica, ou obra da prefeitura, tudo que sobrou desaparece.

Na verdade, só funciona assim no imaginário coletivo. Nossos resíduos vão apodrecer, feder e atrair bichos indesejados em depósitos de lixo, em sua maioria, inadequados, como lixões e aterros controlados e que, em muitos casos, é perto das casas de outras pessoas.

E mais! Em alguns lugares não há coleta de lixo. Os resíduos são descartados em terrenos baldios, áreas de mata ou rios próximos às residências geradoras. Causam impactos negativos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.

A limpeza urbana é fundamental para garantir a saúde pública. Um ambiente sujo é sinônimo de pólo de doenças. Neste sentido, o Brasil ainda tem muito que evoluir já que nem todo o lixo é coletado, nem todos os municípios tem coleta seletiva, e nem todas as cidades ou regiões metropolitanas possuem depósitos adequados, como um aterro sanitário.

Espera-se que com a Política Nacional de Resíduos Sólidos está situação mude. E para isto, não bastará mais recolher o lixo. Todo nosso esquema de descarte de sobras terá que ser repensado e operado de outra forma. O lixo, assim como a sociedade e o meio em que vivemos, pertence a todos nós. Somos nós que, respectivamente, os produzimos, construímos e usamos. Cabe a nós cuidar de cada um deles.

Faça você também a sua parte!
Busque informações sobre o depósito de lixo da sua cidade, a coleta seletiva, as leis municipais, estaduais e federais.
Participe da construção da sociedade em que você gostaria de viver!
Podemos sonhar com uma nova realidade e construí-la conjuntamente!

Saiba mais sobre como lidar com os resíduos que geramos diariamente através dos links:

Os problemas do Lixo e sobre a Coleta Seletiva no site da Recicloteca
O que não colocamos na conta do lixo, mas que deveríamos
A diferença entre lixão, aterro controlado e sanitário
A Política Nacional de Resíduos Sólidos
Aproveitamento integral de alimentos
Destinação de Pilhas e Baterias

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Recicloteca no Mais Você

Thursday, August 26th, 2010

A Lei n° 5.502/09, que versa sobre o uso da sacola plástica no estado do Rio de Janeiro, tem por objetivo reduzir a quantidade de sacolas em circulação. Segundo o Secretaria do Ambiente (SEA– RJ), a Associação de Supermercados prevê para o Rio de Janeiro uma diminuição de 30% neste primeiro ano.

A Equipe do programa Mais Você da Rede Globo foi a dois supermercados na zona sul do Rio de Janeiro conferir se eles estão cumprindo a legislação. Também visitaram a casa da consultora ambiental da Ecomarapendi – Recicloteca, Tais Queiroz, para saber como ela lida com as sacolinhas.

Cabe ressaltar que sacola retornável é qualquer sacola. Pode ser a do próprio supermercado, aquelas antigas de feira, ou uma de pano, não é necessário adquirir novas para esta função. A questão é a forma como você usa!

Vale lembrar que não adianta termos “ecobags” que ficam guardadas em casa. Aproveite para usá-las!

Com relação ao plástico oxibiodegradável, definitivamente, ele não é a melhor opção na hora de substituir as sacolas plásticas. Vale a pena acessar o post sobre a diferença entre oxibiodegradáveis e biodegradáveis aqui no blog.

Aproveite para assistir a reportagem no site do Programa Mais Você.

Reduzir e reutilizar é preciso

Tuesday, August 24th, 2010

O tempo todo, as pessoas estão preocupadas com a questão da reciclagem e, mais especificamente, a coleta seletiva, atividade na qual as pessoas conseguem realmente se envolver.

Acontece que a Reciclagem faz parte da filosofia dos 3Rs, que precisa ser trabalhada dentro da perspectiva do gerenciamento integrado de resíduos. Isto é, tão importante quanto termos um local adequado para armazenar os resíduos e destinar os recicláveis para a indústria, é preciso Reduzir a quantidade de lixo gerado e Reutilizar ao máximo as embalagens, aumentando assim o seu ciclo de vida.

Foi isso que a Mariana Kapps registrou ao acompanhar o trabalho da equipe da Recicloteca.

Confira nos dois vídeos que disponibilizamos hoje aqui no Blog.

Reduzir:

Reutilizar:

Saiba mais sobre os 3Rs no site da Recicloteca

Assista outros vídeos da Mariana Kapps através do videolog dela.

A Cidade do México e a Lei da Sacola Plástica

Monday, August 23rd, 2010

Fonte: Alguma Bossa

A lei que regulamenta e controla a circulação das sacolas plásticas não é privilégio do Estado do Rio de Janeiro, muito menos do Brasil.

Medidas para a substituição e redução das sacolas no velho continente são consideradas lugar comum. As sacolas são comercializadas e os consumidores optam por utilizar as retornáveis.

Do lado de cá do Atlântico, nós ainda estamos engatinhando nesta questão, com alguns lugares mais avançados e outros menos. Mas algumas iniciativas já estão aparecendo.

Na Cidade do México, uma lei, que também tenta reduzir a quantidade de sacolas, está sendo implementada e traz consigo tanta polêmica quanto no caso da lei fluminense.

Disponibilizamos abaixo a reportagem do jornal O Fluminense sobre a lei na Cidade do México para que os internautas possam ter uma idéia do que está acontecendo lá.

Lei das sacolas prevê detenção – O Fluminense – 20/08/2010

Uma lei que entrou em vigor na Cidade do México prevê multas e prisão para comerciantes que distribuírem gratuitamente sacolas plásticas a consumidores. A lei prevê detenção de até 36 horas e multas entre 57.460 pesos mexicanos (R$ 7,9 mil) e 1.149.200 pesos (R$ 159,4 mil) aos infratores, informa a BBC Brasil.

A lei estabelece também que os comerciantes da capital mexicana só poderão vender sacolas plásticas que forem biodegradáveis. Com a medida, o governo diz que espera reduzir o consumo diário estimado de 20 milhões de sacolas plásticas.

A Lei de Resíduos Sólidos foi aprovada em agosto de 2009, prevendo o prazo de um ano para sua implementação. A mudança vem sendo criticada por diversos setores, desde a Associação Nacional das Indústrias de Plástico até o Partido Verde.

Alguns estabelecimentos comerciais também anunciaram que não vão acatar a lei e continuarão fornecendo as sacolas gratuitamente.

Em uma coletiva, a conselheira jurídica do governo da capital, Letícia Bonifaz, disse que a nova lei não pretende lançar uma “caça às bolsas”, mas sim apenas reduzir o seu uso.

Sacolas Plásticas – a Lei pega ou não pega?

Wednesday, August 4th, 2010

Fonte: Campanha do MMA "Saco é um saco" - Reusablebags.com

Desde a implantação da Lei n° 5.502/09 sobre sacolas plásticas no estado do Rio de Janeiro, ela vem dando o que falar.

Os supermercados, segundo a lei, são responsáveis por promover a substituição e recolhimento das sacolas, bem como, dar uma destinação correta às mesmas, fazendo com que retornem ao ciclo produtivo através da reciclagem.

Até que os estabelecimentos comerciais de que trata a lei realizem a substituição das sacolas, eles terão que:

- dar um desconto de R$ 0,03 a cada 5 itens adquiridos por clientes que dispensem o uso da sacola plástica;

- permutar 1kg de feijão ou arroz por 50 sacolas plásticas levada até o estabelecimento pelo consumidor. Caso o estabelecimento não comercialize estes dois itens, deverá realizar a troca por 1kg de outro item que componha a cesta básica;

- apenas os estabelecimentos com mais de 200 m² de área construída são obrigados a realizar a permuta.

Mas os consumidores não estão bem informados sobre a lei e tem uma série de questões sobre o assunto. As mais comuns são “como vou armazenar meu lixo?” “tenho que comprar sacos agora?”, “como vou fazer para carregar minhas compras?”.

A questão pode parecer impossível de resolver e, até mesmo, complicada. Mas não é. Durante muitos anos, nossa sociedade viveu sem os materiais descartáveis. Usávamos as sacolas de palha, juta e tantos outros materiais resistentes. Os sacos fornecidos pelo comércio eram feitos de papel. E muitas pessoas utilizavam os carrinhos de feira. Ao longo das últimas décadas do século XX, estas práticas foram abandonadas e aderiu-se progressivamente aos saquinhos plásticos, sem se dar conta do impacto destes sobre o meio ambiente. Transformar ações e mudar hábitos leva tempo, mas já fizemos isso antes. Somos capazes de fazer isso novamente.

Os carrinhos de feira continuam no mercado. As sacolas retornáveis já chegaram há alguns anos e não pretendem desaparecer. As cadeias de supermercado estão oferecendo caixas de papelão para acomodar as compras na boca do caixa. As soluções estão sendo colocadas por nós e para nós o tempo todo, basta aceitarmos o desafio de mudar nosso comportamento e impactar o menos possível o ambiente em que vivemos.

Mas não podemos deixar de responder a questão de boa parte das pessoas: como armazenar o lixo doméstico?

Bom, para isso vamos nos valer do nosso bom senso e utilizar as sacolas plásticas de forma racional, levando para casa apenas o necessário para reutilizarmos depois nas lixeiras. No resto do tempo, façamos nossas compras com sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão.

Vale conferir o que diz a lei. Acesse através do link.

Em entrevista ao Jornal do Futura, a Recicloteca falou sobre a Lei das sacolas plásticas. Assista daqui a pouco, às 17:00h e a reprise às 23:30h, no Canal Futura.

Na TV por assinatura acesse o canal 32 da Net e no canal 08 da Sky.
Se você tem antena parabólica, sintonize na polarização vertical 20.

Nos municípios de São Gonçalo e Niterói (RJ), além de alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro, sintonize o canal 18, UHF.

Política Nacional de Resíduos Sólidos em debate

Monday, August 2nd, 2010

Hoje, dia em que o Presidente da República sancionou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a Recicloteca, representada pela consultora ambiental Tais Queiroz, participou do debate no programa Atualidades (Rádio MEC) junto com José Henrique Penido, assessor da Comlurb.

Durante o programa foi possível discutir sobre a responsabilidade compartilhada no gerenciamento de resíduos, logística reversa, compostagem, reciclagem, 3Rs e o impacto ambiental dos resíduos.

Confira o debate na integra através do Link.

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