Lá vem o Brasil descendo a ladeira

 

Por Greenpeace

Foto: José Cruz/ABr

Após o fim do recesso parlamentar, a polêmica discussão do Código Florestal recomeça semana que vem no plenário da Câmara dos Deputados. O tema foi destaque na edição de ontem(25) do jornal norte-americano The New York Times.

Sob o título “No Brasil, medo de retrocesso na proteção da Amazônia”, o texto faz um contraponto entre a política ambiental do governo Lula com a da atual gestão de Dilma Rousseff.

Apesar de os índices do desmatamento na região amazônica terem recuado ano a ano, no front ambiental a presidente tem adotado uma agenda que privilegia o desenvolvimento a todo custo, sem conciliar a preservação ao meio ambiente. Assim, Dilma põe em risco conquistas já alcançadas e fragiliza a discussão ambiental no Brasil.

Foi ela, por exemplo, que aprovou no início do ano a MP Nº 558 que permite a redução de áreas protegidas para abrir caminho à construção de usinas hidrelétricas e à extração de minérios na região norte.

Além disso, enfraqueceu o poder de fiscalização do Ibama, por meio da aprovação da Lei Complementar 140. E, o mais emblemático de todos, está lavando as mãos para a reforma que descaracteriza o Código Florestal , amplamente financiada pela bancada ruralista.

Por isso, devemos continuar a pedir para Dilma cumprir sua promessa de campanha: vetar a anistia aos criminosos e, assim, impedir o aumento do desmatamento na Amazônia.

Para assinar a petição, clique aqui.

Leia a reportagem do jornal The New York Times, clicando aqui.

Fonte: Greenpeace

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Fórum Social Mundial 2012

 

Foto: fstematico2012.org.b

Começou ontem (24) mais uma edição do Fórum Social Mundial em Porto Alegre e cidades da região metropolitana, são esperadas milhares de pessoas no evento. Como um espaço aberto e plural, a programação do Fórum será fundamentalmente constituída por atividades propostas e geridas por movimentos, coletivos e organizações da sociedade civil.

Em Porto Alegre, Gravataí, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro, serão debatidas e elaboradas propostas para um novo mundo. Nesta edição o Fórum Social é temático e vai concentrar os debates nos temas centrais da conjuntura internacional que são a crise capitalista e justiça social e a justiça ambiental.

A edição 2012 traz como uma das prioridades a preparação para a Cúpula dos Povos – encontro que os movimentos sociais celebrarão em paralelo ao Rio+20, conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que receberá chefes de Estado do mundo todo em junho, no Rio de Janeiro.

Confirmaram presença no evento a presidente Dilma Rousseff, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, os sociólogos Boaventura de Sousa Santos, Emir Sader e Ignacio Ramonet, além dos músicos Fito Paez e Gilberto Gil.

Confira a programação do evento, aqui.

Fonte: Notícias Uol e Página oficial Fórum Social Temático.

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Informe do Dia: Lixo bem cuidado

 

Por O Dia onLine

Edição de imagem: Paulo Peregrino

O Instituto Estadual do Ambiente aprovou nesta segunda-feira a entrada em operação de dois novos aterros sanitários: o de São Gonçalo e o de Miguel Pereira. A decisão foi tomada em reunião do conselho diretor do Inea. Segundo a presidente do órgão, Marilene Ramos, os aterros devem começar a funcionar na próxima semana.

A autorização do Inea permitirá o fim do despejo de mil toneladas de resíduos por dia no lixão de Itaoca, em São Gonçalo. “Aquilo é um desastre ambiental bem às margens da Baía de Guanabara e da APA de Guapimirim”, afirma Marilene.

Guandu mais limpo

O início das operações do aterro sanitário de Miguel Pereira permitirá o fim de um lixão que a prefeitura mantinha na subida da serra para a cidade. Marilene Ramos diz que a mudança no local do despejo combaterá a poluição de parte das nascentes do Rio Guandu.

Fonte: O Dia online

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Aposentadoria do lixão da Estrutural no DF

 

Foto: http://estruturinha.org.br

A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que todos os lixões sejam desativados até 2014. Técnicos do governo do Distrito Federal preparam o edital para escolher a empresa que irá construir o aterro sanitário que vai substituir o lixão da Vila Estrutural, depois de mais de 50 anos em funcionamento.

O lixão da estrutural surgiu na década de 60, depois da inauguração da cidade de Brasília e já chegou ao seu limite. Ele fica localizado ao lado do Parque Nacional de Brasília, uma área de 30 mil hectares com várias espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção. O parque é importante para o equilíbrio ecológico do DF e abastece 30% da cidade de Brasília com água potável proveniente das represas de Santa Maria e Torto.

O aterro será construído ao lado da estação de tratamento da Caesb em Samambaia e terá uma área equivalente a 74 campos de futebol. A PNRS também determina a implantação de Coleta Seletiva até 2014 e a previsão é que 8% do lixo do DF sejam reciclados.

Para alcançar essa meta do plano, será necessário construir 14 espaços para separar o que pode ser reaproveitado. Hoje, o DF conta com quatro centros de triagem. “A gente espera que, no máximo em dois anos, a gente tenha uma mobilização social e uma disponibilidade de infraestrutura e equipamentos para que a gente faça efetivamente essa coleta seletiva”, falou o diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Francisco Palhares.

“Nós retiramos do lixo, hoje, sem coleta seletiva, quatro mil toneladas de materiais recicláveis”, calcula o presidente da Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF, Rônei Alves da Silva.

Fonte: G1 e site da turminha do mpf.

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Onde descartar o lodo retirado da baía?

 

Foto: AGÊNCIA O GLOBO / FERNANDO DE MORAES

Pelo menos 7,8 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados do fundo da Baía de Guanabara estão previstos para serem despejados no litoral do Rio de Janeiro até 2015. As dragagens são feitas para desassorear áreas por onde passam embarcações ou para recuperação do local.

De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que libera licenças de dragagem da baía, todo o material é tratado antes de ser despejado, mas pescadores se queixam da diminuição dos cardumes e do aumento do lixo no mar. Mais de 70% do volume total já foram descartados.

O Ministério Público (MP) estadual exigiu, em dezembro de 2011, que o Inea interrompa a emissão de novas licenças e propôs a elaboração de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

Num primeiro momento, o lodo era despejado num ponto a dez quilômetros da entrada da baía e a cerca de oito das Ilhas Cagarras. Em abril de 2010, o arquipélago passou a ser parte de uma unidade de proteção integral, com a criação do primeiro e até hoje único monumento natural marinho do Brasil. Com isso, o Inea moveu o bota-fora 3,8 quilômetros mar adentro.

Para o especialista Marcos Freitas, da Coppe/UFRJ, que acompanhou descartes realizados entre fevereiro de 2010 e setembro de 2011 pela Secretaria Especial de Portos, não há razão para preocupação, já que o material tóxico vem sendo separado, isolado em recipientes e usado em aterros. O fundo da baía apresenta grande concentração de metais pesados.

— Para as Cagarras, acredito ser muito mais prejudicial o despejo de esgoto pelo emissário submarino. Nossas análises mostraram que o material dragado sedimentou no fundo do oceano, formando um monte de um metro de altura. Ali, o mar tem 34 metros de profundidade. Encontramos sedimentos em regiões a, no máximo, cinco quilômetros do ponto de bota-fora, e com menos de dez centímetros de altura — afirmou Freitas.

Para os pescadores, é inquestionável a degradação ambiental proveniente do despejo. Otto Sobral, da colônia de pescadores Z-8 (Itaipu), pratica mergulhos na região e diz que a água em grande parte do entorno se tornou turva. Além disso, sítios de pesca foram destruídos. Segundo ele, um parcel (formação rochosa que atrai muitos peixes por causa da existência de algas e corais) foi soterrado.

Leia mais sobre clicando aqui.

Fonte: Jornal O globo de 22 de janeiro de 2012

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Mudanças climáticas devem fazer Amazônia emitir carbono

 

Fonte: http://meioambiente.culturamix.com

A ocupação desordenada da Amazônia compromete a qualidade dos rios, altera a quantidade de radiação solar que chega ao solo e, principalmente, compromete o maior depósito de carbono do planeta. Estes sintomas preocupantes, coletados nos últimos 20 anos, foram destrinchados em artigo publicado pela “Nature”.

Segundo o levantamento, nos anos de 2005 e 2010 a floresta deixou de cumprir sua função histórica de sequestrar gases-estufa e passou a liberá-los na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global. A transformação deveu-se à estiagem que acometeu a região — e que, segundo os modelos climáticos, ocorrerá com frequência crescente.

Assinado por pesquisadores do Programa LBA (o Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia), o trabalho culpa o processo desordenado de expansão da fronteira agrícola por mudanças naquele ecossistema. Em partes da floresta, principalmente no Mato Grosso e no sul do Pará, os estragos causados pelo homem já seriam irreversíveis, a despeito do mecanismo de autodefesa desenvolvido pelo bioma.

— A Amazônia, ao longo de sua evolução, fez de tudo para estabilizar suas condições ecológicas — conta Paulo Artaxo, presidente do Comitê Científico internacional do LBA. — Se estiver seca demais, por exemplo, a floresta pode aumentar sua evaporação e, consequentemente, o volume de chuvas. Mas esses mecanismos têm um limite, e já teríamos chegado a esta marca em algumas áreas.

A estabilidade natural é particularmente comprometida pelas grandes estiagens, quando as queimadas aumentam a mortalidade de árvores. Vale lembrar que a vegetação do bioma guarda 100 bilhões de toneladas de carbono, o equivalente a dez anos de emissões de combustíveis fósseis. Quanto maior a flora queimada, mais gases-estufa liberados — elevando, assim, a temperatura global.

Fonte: Jornal O globo de 19 de janeiro de 2012

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Sustentabilidade na visão de Leonardo Boff

 

Foto: tvbrasil

Caso a sustentabilidade deixe de ser ampla e integradora, ela não passará de pura retórica sem consequências. A opinião é do teólogo, escritor e professor Leonardo Boff, que recentemente assinou o artigo Sustentabilidade: tentativa de definição, publicado no Portal do Vitae Civilis, no qual procura desmembrar as várias compreensões disseminadas atualmente sobre o desenvolvimento sustentável.

“Sustentabilidade é toda ação destinada a manter as condições energéticas, informacionais, físico-químicas que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a comunidade de vida e a vida humana, visando a sua continuidade e ainda a atender as necessidades da geração presente e das futuras de tal forma que o capital natural seja mantido e enriquecido em sua capacidade de regeneração, reprodução, e coevolução”, defendeu Boff.

“Sustentar todos os seres: aqui se trata de superar radicalmente o antropocentrismo. Todos os seres constituem emergências do processo de evolução e gozam de valor intrínseco, independetente do uso humano. Sustentar especialmente a Terra viva: a Terra é mais que uma “coisa” (res extensa), sem inteligência ou um mero meio de produção. Ela não contém vida. Ela mesma é viva, se autoregula, se regenera e evolui. Se não garantirmos a sustentabilidade da Terra viva, chamada Gaia, tiramos a base para todas as demais formas de sustentabilidade”, sugeriu Boff.

“Sustentar também a comunidade de vida: não existe, o meio ambiente, como algo secundário e periférico. Nós não existimos: coeexistimos e somos todos interdependentes. Todos os seres vivos são portadores do mesmo alfabeto genético básico. Formam a rede de vida, incluindo os microorganismos. Esta rede cria os biomas e a biodiversidade e é necessária para a subsistência de nossa vida neste planeta” – Leonardo Boff.

Para o teólogo, a sustentabilidade se mede pela capacidade de conservar o capital natural, permitir que se refaça e ainda, por meio do gênio humano, possa ser enriquecida para as futuras gerações. “Esse conceito ampliado e integrador de sustentabilidade deve servir de critério para avaliar o quanto temos progredido ou não rumo à sustentabilidade e nos deve igualmente servir de inspiração ou de ideia-geradora para realizar a sustentabilidade nos vários campos da atividade humana.”

No final de janeiro, a Editora Vozes deverá publicar o livro Sustentabilidade: o que é e o que não é, de autoria de Leonardo Boff.

Fonte: EcoD

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Onde descartar meu pneu?

 

Fonte: www.reciclanip.com.br/

O Brasil tem 726 pontos de coleta de pneumáticos espalhados por 27 estados, controlados pela Reciclanip. A ideia é estimular a população a não guardar pneu inservível, ou seja, que não serve mais, em casa.

Não deixe seu pneu velho virar foco de dengue ou entulhar a sua casa. Para ver a lista completa dos postos por estado e cidade basta entrar no site da Reciclanip, selecionar seu estado e  localizar o ponto de coleta mais próximo de você.

Fonte: Site da Reciclanip

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Um Maracanã sustentável

 

Fonte: www.rj.gov.br

O Governo do Estado do Rio de Janeiro em parceria com a Light irá viabilizar a implantação de um anel fotovoltaico, para captação de energia solar, sobre a estrutura metálica que sustentará a nova cobertura de lona tensionada no Maracanã. O convênio Maracanã solar irá gerar energia limpa equivalente ao consumo de 240 residências e evitando a emissão de 2.560 toneladas de CO2 na atmosfera.

O projeto já foi aprovado pelo Iphan e foi desenvolvido pela empresa alemã SBP (Schlaich Bergermann und Partner), que também está projetando a nova cobertura.

Além das placas o projeto seguirá o sistema LEED (Leardership in Energy and Environmental Design) – certificado que significa liderança em energia e design ambiental –, do Green Building Council Brasil (GBC), concedido a empreendimentos que apresentam alto desempenho ambiental e energético. O estádio terá dispositivos economizadores de água e um sistema de captação de água de chuva, o que diminuirá o uso de água potável em 50% para irrigação do gramado. A meta é reduzir o consumo de água em 30%.

A chuva captada pela nova cobertura será utilizada também para o funcionamento dos banheiros, que terão torneiras inteligentes com fechamento automático e descargas ecológicas. O Maracanã receberá ainda um moderno sistema de iluminação com lâmpadas de led em 23.500 luminárias de baixa manutenção e longa vida útil. Equipamentos econômicos de ar-condicionado e bombas mecânicas eficientes também estão na lista para a modernização do Maracanã.

Fonte: Ambiente Energiasite do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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O lixo jogado no mar um dia volta pra você

 

A agência Script criou uma ação para a Surfrider Foundation Brasil, chamada “Devolução”. A ação tem como objetivo conscientizar e alertar as pessoas sobre as consequências do lixo deixado nas praias cariocas.

A partir de um mailling de surfshops e ONGs conveniadas, foram enviadas para a casa das pessoas, via correio, 10.000 caixas contendo objetos despejados nas areias.

Além de copos plásticos, papéis de picolé, latinhas e garrafas d´água, cada caixa também continha uma etiqueta com a seguinte mensagem:”O lixo jogado no mar um dia volta. Pra todo mundo.” – deixando evidente que mesmo quem nunca jogou lixo na praia, um dia poderá sofrer com as suas consequências.

A ação também foi realizada em bares da cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Ciclovivo

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