Esporte X Meio Ambiente??

 

Foto: www.ahebrasil.com.br

O senso comum alinha esporte e meio ambiente, duas necessidades humanas de sempre e que atualmente estão cada vez mais valorizadas e desejadas. No entanto, ambos saem prejudicados quando interesses escusos, posições dúbias e falsos moralismos cruzam o caminho deles.

Parece ser o caso na construção do campo de golfe público na Barra da Tijuca, cuja licença de instalação foi dada no final de abril. A ‘polêmica’ gira em torno da necessidade de um aparelho olímpico e da preservação da APA de Marapendi. Análise rápida: A cidade do Rio de Janeiro tem dois excelentes campos de golfe particulares, que já receberam grandes eventos internacionais antes e cabe à prefeitura preservar a vegetação original do terreno, último remanescente natural do litoral da cidade.

O argumento que o campo irá recuperar e preservar uma área degradada do terreno é violenta afronta à inteligência, à coerência e à legislação ambiental brasileira.

Tradicionalmente campos de golfe causam impactos ambientais. O uso de produtos químicos no gramado, geralmente de espécie exótica, a grande quantidade de água para irrigar o campo, entre muitos outros tendem a diminuir as benesses ambientais destes campos. Mas a principal prejudicada é a vegetação nativa. É aceito e adotado internacionalmente que se dê prioridade a construir em áreas realmente degradadas. Assim soma-se uma valiosa contribuição social e ambiental à nova área esportiva.

A escolha de um terreno degradado poderia voltar a alinhar o esporte e o meio ambiente sem que isso signifique abrir mão dos valores sociais, ambientais e econômicos de ambos. Mas o ‘legado de 2016′ preferiu seguir o caminho mais fácil e menos coerente. A cidade sairá perdendo, infelizmente.

Saiba mais:

Mais uma desculpa

A triste história que se repete

Redução de parque avança e sua proteção empaca

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Nomenclatura de Resíduos Sólidos Padronizada

 

O Ibama através da Instrução Normativa n°13, de 18 de dezembro de 2012, padronizou a Lista Brasileira de Resíduos Sólidos, considerando a necessidade de se disciplinar a prestação de informações  sobre  seu  gerenciamento.

A IN 13/2012 padroniza as terminologias utilizadas no Brasil para a declaração de resíduos sólidos, principalmente com relação ás informações prestadas no Cadastro Técnico Federal. A Lista deverá ser utilizada para a prestação de informações sobre a geração e o gerenciamento dos resíduos sólidos, inclusive os perigosos e os rejeitos.

Todas as informações sobre resíduos sólidos prestadas ao Ibama serão disponibilizadas junto ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) e ao Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente (Sinima).

A classificação de resíduos sólidos envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem, de seus constituintes e características, e a comparação destes constituintes com listagens de resíduos e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido.

Atenção esta Instrução Normativa entrou em vigor no dia em que foi publicada!

Para consultar a IN 13/2012 clique aqui.

Fonte: Revista Súmula Ambiental n°192

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Audiência Pública para Acompanhar o Encerramento dos Lixões no Estado do RJ

 

Ocorreu ontem, no auditório do prédio Anexo da ALERJ, a Audiência Pública para Acompanhar o Encerramento dos Lixões no Estado do RJ, promovida pela deputada Aspásia Camargo que é presidente da Comissão de Saneamento Ambiental da ALERJ.

Ao iniciar o evento a deputada comunicou que no mesmo dia o presidente da Associação Nacional de Prefeitos (ANPV) havia feito o pedido de adiamento da data da erradicação dos lixões, no entanto, o Estado do RJ continua com a meta de 2014.

O evento contou com uma mesa formada por diversos personagens ligados ao tema de resíduos sólidos, a constar:

  • Daniel Marques – Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Niterói
  • Roosevelt Brasil – AGENERSA (Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio)
  • Maurício Blanco – IETS (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade)
  • Luiz Firmino – SEA-RJ (Secretaria de Estado do Ambiente do RJ)
  • Aspásia Camargo – Deputada do Partido Verde
  • Victor Zveibil – SEA-RJ
  • José Henrique Penido – COMLURB
  • Adacto Ottoni – CREA

Mesa da audiência pública na ALERJ (Site Aspásia Camargo)

Segundo Firmino, o problema de lixo e esgoto é a maior mazela ambiental do Brasil e infelizmente ainda estamos muito atrasados nesse aspecto. O mesmo relatou também a importância que foi a aprovação da Lei 6.362/12 que dispõe a respeito de normas suplementares sobre o gerenciamento estadual para disposição final ambientalmente adequada de resíduos sólidos em aterros sanitários. Sobre essa lei, alguns pontos se fazem interessantes ser destacados: (1) define os tipos de aterros sanitários (aterro sanitário público municipal, aterro sanitário público concedido, aterro sanitário regional e aterro sanitário autorizado); (2) a obrigação dos aterros serem regulados pela AGENERSA; e (3) a resolução que lixo é serviço público, ou seja, o Estado pode fazer intervenções nos aterros a qualquer momento.

Muito se falou sobre os problemas relacionados à disposição final dos resíduos sólidos e o destaque foi a respeito do chorume gerado nos aterros sanitários. A preocupação vem do fato de que a Estação de Tratamento de Esgoto de Icaraí, em Niterói, vem recebendo o chorume de 4 aterros sanitários do estado. No local só há como fazer a diluição do material, ou seja, toda essa carga de chorume acaba tendo a Baía de Guanabara como destino.

Nas palavras da Aspásia: “Este é um problema gravíssimo. Não existe tratamento de chorume em Seropédica, e em vários aterros de outros municípios. Estão todos jogando o chorume na ETE de Icaraí. Essa carga de toxidade sai do emissário de Niterói e vai toda parar num só lugar, na Baía de Guanabara. Fora os percursos irracionais: são dezenas de quilômetros para transportar o lixo do Rio à Seropédica e depois o chorume tem ainda que ir até Niterói. Precisamos de uma solução”. (Site da Aspásia Camargo)

Embora o evento tenha sido bastante enriquecedor, com muitas informações pertinentes, fazemos coro às palavras do Dr. Adacto Ottoni quando relatou que muito se falou do destino do lixo, de técnicas e problemas, mas em momento algum foi colocado ou apresentado políticas públicas no sentido de combater o consumismo. O mesmo citou que isso deve ser feito através do consumo consciente, investimento em educação ambiental e regulamentações para a indústria do marketing.

Deixamos bem clara a nossa opinião já que acreditamos que “o melhor lixo é aquele que não é gerado”! (Emílio Maciel Eigenheer)

Lei 6.362/12 – http://www.sinduscon-rio.com.br/n_agenda/d_201212/6362.pdf

Site Aspásia Camargo – http://www.aspasiacamargo.com.br

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Palestra gratuita

 

Você tem algum compromisso no dia 28/05/2013 às 19 h?  Nosso consultor ambiental Eduardo Bernhardt estará ministrando uma palestra gratuita e aberta ao público na Universidade Estácio de Sá da Praça XI.

Palestra: Você realmente precisa de tudo que consome?
Horário: 19:00 hrs
Local: Av. Presidente Vargas, 2560/ Centro – Auditório 10° andar – Universidade Estácio de Sá.

Não perca essa oportunidade!

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Resíduos Sólidos: Manual de Boas Práticas no Planejamento

 

Aconteceu hoje na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ, o Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro Jornalista Roberto Marinho, com o intuito de promover a interação e o debate entre a sociedade civil organizada, poder público e universidades, para o desenvolvimento do estado em questões sócio-econômicas.

O assunto dos debates desta sexta-feira, 26 de abril, girou em torno de uma das suas diretrizes, o Desenvolvimento Sustentável. Pautado pela destinação correta dos resíduos dos municípios e o encerramento dos lixões, conforme a Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei 12.305/2010.

O evento contou com a presença do superintendente de Políticas de Saneamento da Secretaria de Estado do Ambiente, Vitor Zveitel, que fez um balanço do programa Lixão Zero, pelo qual o Estado pretende alcançar o índice de 95% dos municípios com seus lixões encerrados até 2014. Solicite à Recicloteca a apresentação e os dados do programa.

A AgeRio – Agência de Fomento do Estado – estava representada pela Sra. Ivoneide de Souza Veríssimo, que explicou o papel desta agência em contribuir para a geração de emprego e renda através de repasses de linhas de crédito para projetos sociais.

Além destes, houve o lançamento do Manual de Boas Práticas no Planejamento e Gestão dos Resíduos Sólidos, da Abrelpe, produzido em parceria com a ISWA (Associação Internacional de Resíduos Sólidos), apresentado selo consultor da Abrelpe, Carlos Roberto Vieira Filho.

Consulte a versão impressa do guia “Resíduos Sólidos – Manual de Boas Práticas de Planejamento/Abrelpe” na sede da Recicloteca. Ou solicite a versão em PDF pelos telefones: (21) 2551-6215 / (21) 2552-6393.

www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br
www.agerio.com.br

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Lixo, Vanitas e Morte – Considerações de um Observador de Resíduos

 

Outro livro que encontramos em nossa biblioteca e que está à disposição para pesquisa é o “Lixo, Vanitas e Morte – Considerações de um Observador de Resíduos” de Emílio Maciel Eigenheer.

O livro conta a história do lixo juntamente com a história do homem, afinal onde está um encontra-se o outro também. Fala sobre o lixo na Alemanha, da relação conflitante do homem com o lixo e procura mostrar as mais variadas relações que se pode estabelecer entre lixo e morte.

“Os homens produzem lixo em suas diversas atividades. Ao se alimentarem, ao construírem suas habitações, ao editarem seus livros, os resíduos estão presentes. O tipo e a quantidade variam histórica e geograficamente. Cinzas, ossos e cascas podem caracterizar os do homem das cavernas; plástico, vidros e metais os do homem contemporâneo. De igual modo tem variado a forma como o homem lida com seus resíduos sólidos – da geração ao destino final -, desde o simples lançar no entorno (pântanos, rios, etc) ao uso de modernas tecnologias (aterros sanitários, usinas de triagem e compostagem, incineradores)”. (E.Eigenheer)

Se plausível a tese de que a modernidade ocidental procurou, paulatinamente, se esconder do drama da morte em seu cotidiano, seja como profissional das estruturas médicos-hospitalares e cemiterias, seja pelo esforço do “sempre novo” da era do consumo, é possível que o lixo, por sua quantidade e complexidade, apareça (ao nos remeter a degenerescência de nossas produções e do nosso corpo) como ameaça desse esforço de esquecimento da morte, devendo por isso ser mantido, apesar das dificuldades crescentes, afastado e neutralizado, inclusive através do uso de uma nova linguagem e práticas tecnológicas.

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A Recicloteca na PUC por um dia

 

É com grande prazer que a Recicloteca participa este ano do evento “PUC por um dia”, que se realizará no dia 18/04/2013(amanhã), das 8h às 17hrs no campus da própria Universidade.

Neste dia a PUC-Rio abre suas portas e recebe estudantes do Ensino Médio, seus pais e professores com o intuito de facilitar a escolha de suas carreiras universitárias, por intermédio de um contato direto com pesquisadores de diferentes campos do conhecimento, e apresentar aos estudantes o interior de uma Universidade que conjuga ensino, pesquisa e empreendedorismo.

Um dos aspectos mais importantes do evento diz respeito à realização de palestras e workshops em diversas áreas de atuação da PUC-Rio, com foco tanto no ponto de vista acadêmico quanto nas diferentes inserções profissionais que se abrem aos alunos formados nos cursos de graduação e de pós-graduação.

A Recicloteca participará das seguintes atividades:

Palestra: Consumo consciente

Resumo: A palestra aborda os seguintes temas: definição de consumo, incluindo o consumismo e definição de consumo consciente / responsável, a diferença do consumo entre países, os impactos ambientais causados pelo desperdício através do consumismo, a geração excessiva de lixo e seu descarte; além de dicas de como adquirir produtos. Tem o objetivo de sensibilizar os participantes quanto aos impactos negativos provocados pelo consumo e a responsabilidade que cada um tem ao consumir.
Horário: das 14h às 15h
Local: Ginásio da PUC – dentro do estacionamento
Responsável pela atividade: Eduardo Bernhardt
Número máximo de participantes: 500

** POR ORDEM DE CHEGADA **

Nome da atividade: Técnica de compostagem (vermicompostagem)

Descrição resumida da atividade: técnica de transformação da matéria orgânica crua em adubo para o solo. Atividade voltada para professores e monitores com o intuito de trazer a estes uma forma didática de falar sobre temas abordados na geografia (crescimento da população, crescimento do consumo, demandas de infra-estrutura urbana), na química (cadeia alimentar, transformação biológica, processo químicos inerentes). Utilizando-se de minhocas – vermicompostagem, explicaremos sobre os impactos da quantidade de resíduos orgânicos jogados no lixo, como formas de redução do seu volume e a reciclagem, propriamente dita, através da transformação pela compostagem. Ou seja, a aplicabilidade dos 3R’s através de um dos elementos do lixo, o orgânico.
Localização: Varanda da sala de aula do IAG, no caminho para o restaurante Couve-Flor
Número máximo de participantes: 30

Fonte: Site PUC-Rio

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Educação+punição=solução

 

Acompanhando algumas matérias nos jornais da cidade, sobre as multas que serão aplicadas aos cidadãos que jogarem lixo no chão (a partir de julho) e da briga do MP com a Comlurb para adoção de coletores seletivos em espaços públicos de alto movimento, nos vemos na obrigação de expressar nossa opinião.

Sabemos que a Comlurb gasta com a varrição R$16 milhões por mês e possui um orçamento anual de 1,2 bilhão. Por que não investir maciçamente em educação para a população? Vivemos em uma cidade onde se pensa que não jogar lixo no chão causa desemprego aos garis, uma mentalidade própria de quem não possui intimidade com a questão do lixo.

A nova Política Nacional de Resíduos Sólidos expressa em seus artigos a responsabilidade compartilhada, que engloba o cidadão (já que este é um consumidor), mas ele sequer dispõe de uma orientação adequada para exercê-la.

As únicas campanhas feitas na TV foram a do Sujismundo na década de 70 e a do Super Gari em 2009. Sendo que a primeira teve um impacto tão positivo na população que o nome virou sinônimo de quem suja as ruas.

Quanto aos coletores seletivos espalhados pela cidade achamos desnecessário no momento, pois uma população que não consegue separar seu “lixo” em casa separaria na rua? Os resíduos que vão para coleta seletiva devem ser previamente limpos para não comprometer o valor agregado que ele possui.

Seria um dinheiro melhor gasto se investido em amplas campanhas de informação. Enquanto a população não for esclarecida, pouco contribuirá com a coleta seletiva e com a limpeza dos espaços públicos.

Encontramos algumas propagandas do famoso Sujismundo, que até hoje é muito citado:

Fonte do vídeo: YouTube

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O que consumimos é o mesmo que rejeitamos

 

Imagem: http://blog.physissda.com.br

Ainda temos na nossa sociedade, o hábito de ver os materiais que não nos servem mais, como fontes de doenças ou prejuízos imediatos (lixo) e não como recurso econômico- já que já retiramos o bem da fonte natural. Não conseguimos conceber que se a poucos minutos, aquele mesmo material era a nossa fonte de alimento, de vestimenta ou invólucro para tais, agora já não é mais e ainda, os vemos (nesta fração de minutos, horas) como um possível degradador do nosso ambiente. A mudança de paradigma, entre “o que consumimos é o mesmo que rejeitamos” é a grande chave para a educação sobre a separação de materiais.

Pessoas não são iguais, logo, comunidades, bairros, cidades, condomínios, escolas, empresas também não são em relação aos seus resíduos. Cada qual terá sua forma de atuação neste quesito. O que sabemos é que quando há o entendimento e humildade de um cidadão, em saber que tudo que nos serve vem de um recurso da natureza e não temos outro fim a não ser destinar o que não nos é útil mais à própria natureza, começamos a entender que nós mesmos, ou cuidamos desta nossa fonte de vida ou nos destruiremos. O que podemos sugerir a uma pessoa ou grupo social é que nunca pense em dificultar e sim simplificar, enxergando sempre os seus próprios benefícios – sim, desta forma mesmo aparentemente tão egoísta. Seu reciclável limpo torna sua casa limpa, seu prédio com menos problema de caixas de gordura, quartos de lixo com menos cheiros azedos e consequentemente menos gasto com dedetizações, com limpezas de caixas de gordura,  e assim vai. Desta forma, prezando pelo financeiro, social, ambiental, torna-se mais fácil agir com bom senso no consumo, na utilização mais prolongada do que já está sendo consumido e na destinação adequada dos materiais.

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Descartável ou não? 2ª parte

 

Foto: Blog idealverde.wordpress.com

Grande parte dos problemas que os descartáveis causam está muito mais associada ao consumo do que ao descartável em si. O exagero nas compras pode ter relação direita com o descarte dos produtos e um papel muito mais determinante na geração de lixo.

Ato contínuo os descartáveis, mais baratos, facilitam a compra e alimentam esse sistema cruel de comprar, desperdiçar, jogar fora e comprar mais. O aumento do poder de compra após algum tempo de Plano Real foi confirmado pelo aumento de lixo gerado no país, em especial o lixo oriundo de descartáveis. Embalagens de alimentos congelados e garrafas PET indicariam que as pessoas tem mais dinheiro do que antes.

E aí chegamos a um ponto chave: o poder do consumidor é maior do que se pensa. Mesmo com mais poder aquisitivo ele pode escolher evitar descartáveis e adquiri-los somente quando for mais coerente. Evita-se o excesso e facilita-se a logística de recolhimento de lixo e de coleta seletiva.

Nesse modelo todos ganham. Reduzimos o lixo, mantemos o mercado de descartáveis e não há prejuízo à reciclagem. É bom entender que mesmo uma forte redução do volume de recicláveis ainda é perfeitamente possível que a coleta seletiva e a reciclagem cresçam, pois o Brasil ainda tem baixos índices de ambas atividades.

Clique aqui para ler a primeira parte desta série.

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